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Quinta Avenida nº 1: Bushnell denunciando a podreira das ricaças de NYC

Quem disse que literatura para mulheres (women’s fiction, chicklit, chame do que quiser porque eu… sei lá, viu!) é necessariamente sem conteúdo, não deve ter lido este livro. De Candace Bushnell (sim, a mesma autora de Sex & the City), Quinta Avenida nº 1 é mais ou menos assim:

O livro retrata as vidas de mulheres que moram num dos prédios mais luxuosos de Nova York (por isso o endereço, sacou? hehe). O número 1 da Quinta Avenida é o palco de várias demonstrações de cobiça, sede de poder, reconhecimento, etc. Resumindo, todo o drama da vida cotidiana num ambiente altamente competitivo!

A história entrelaça as vidas das moradoras do prédio, ora dando destaque a uma, ora a outra. E outras vezes juntando algumas delas numa mesma cena. Às vezes, outros personagens aparecem (vizinhos, maridos, filhos, amantes, assistentes pessoais), mas eles apenas complementam o enredo principal.

Apesar das personagens centrais morarem no mesmo prédio de luxo, as diferenças entre elas são gritantes. Idade, personalidade, sonhos de vida e até o volume da conta bancária distinguem quem é quem na história, quem está por cima, quem está por baixo. Em alguns momentos, o leitor vai ficar incomodado com alguma injustiça, em outro vai comemorar uma vingança merecida, em outros ainda vai ficar se perguntando porque diabos tal personagem fez certa coisa. Além de tudo, eu acho bem possível que você leia o livro e se lembre de pessoas que conheça ou das quais tenha ouvido falar. É bem assim!

Capa da edição brasileira

Várias resenhas por aí elogiam o livro como uma leitura leve, escapista (acho que queriam dizer que é uma leitura não-séria), guilty-pleasure e por aí vai. Mas eu achei o livro muito mais do que isso. Quinta Avenida nº 1 retrata de um jeito bastante visceral várias questões problemáticas da sociedade atual.

Materialismo, preconceito, sexismo, adultério, cobiça, ganância, exibicionismo… a lista de assuntos é extensa, mas Bushnell consegue tratar de tudo com uma linguagem acessível, além de sarcástica e divertida. #GenteQueAmaSarcasmo A narrativa dela tem uma personalidade que diz algo como “somos ricas e lindas, mas olha como somos idiotas”.

É uma leitura para momentos de lazer que consegue colocar o leitor para pensar. Em tempos de blogs expondo a vida pessoal ao máximo, vídeos de comprinhas e ostentação de bolsas importadas, um livro como esse parece real demais para ser apenas ficção.

Eu gostei demais desse livro, mais do que Diários de Carrie e o próprio Sex and the City. Faz bastante tempo que comprei a edição importada (Hello, estava BEM mais barata!) mas não cheguei a resenhar aqui sei lá porquê.

Ficou interessada(o)? Saiba que os preços estão variando muito! Encontrei preços impraticáveis! Sério, tem loja querendo cobrar R$60,00 reais no livro. Como assim? Não paguem isso tudo. É um absurdo!

A edição em português por preços decentes e respeitosos (Sério, 60 reais é quase imoral!), você acha no Submarino e na Fnac. A edição importada continua mais barata e tem no Submarino.

Precisa lembrar que os link acima geram comissão para o blog? Precisa! 😉

SÉRIES QUE JÁ ACABARAM E QUE SÃO LEGAIS DEMAIS PARA SEREM ESQUECIDAS

Pessoas que só assistem comédia!

Eu sou do tipo de pessoa chata que não gosta de novela. Em compensação, me afundo nas séries. Isso me lembra um dia em que estava conversando com a Deb e disse que eu não tinha vida social porque estava assistindo umas 8 séries ao mesmo tempo. Daí ela me respondeu que assistia 15. Hahaha O dia dela devia ser mais longo que o meu porque ela ainda fazia faculdade, aula de piano e saía muito mais!

Friends

Friends

Dããã! Todo mundo sugere Friends como uma-das-séries-mais-legais-que-você-deveria-assistir. Não é à toa! O grupo de amigos se virando para sobreviver em Manhattan agrada por vários motivos: eles não são perfeitos, as siuações pelas quais eles passam parecem reais, você consegue se relacionar com as histórias facilmente em várias ocasiões, é engraçado sem ser forçado, etc. e tal. Quem estiver acostumado com personagem de 15 anos que é um ícone fashion ou jovens empresários milionários, vai estranhar!

Will & Grace

Will & Grace

Porque sim! Will é um advogado, Grace é uma designer de interiores. E daí? Will é o melhor amigo gay de Grace. Ele um mal-humorado incurável, ela uma mocinha ogra em busca do grande amor. Daí junta outro amigo gay, Jack, desempregado crônico que sonha ser ator. E mais uma ricaça alcoólatra, Karen, que “trabalha” como secretária de Grace. É sarcástico e irônico e eu, com meu senso de humor distorcido, rolo de rir. Até os erros de gravação parecem ser planejados. Véi… uma das minhas séries favoritas para todo o sempre.

A Família Addams

poofmorri/

Não é o desenho, menos ainda os (muitos) filmes. Entre 1964 e 1966 foi ao ar a série dos Addams. Imagina o Mãozinha sem efeitos especiais. Tem cena que aparece quase o sovaco do ator, e isso só deixa o programa mais legal! Como é todo em preto e branco, o astral é outro. Os personagens também são bastante diferentes do que as pessoas mais novas estão acostumadas. A Mortícia , na minha opinião, é uma das que mais surpreendem, especialmente se você é fã da interpretação de Anjelica Huston nos anos 90.

Sex and the City

Sex and the City - Miranda

Quatro mulheres independentes, desbocadas, atrapalhadas e azaradas. Grande parte do sucesso da série é que ela rompeu com o arquétipo de princesa que as personagens femininas geralmente tem. Mas o fato da série ser divertida, cômica, envolvente, bem escrita e provocadora também. Não é daquelas comédias de fazer cair na gargalhada (bem, às vezes é sim!). É o tipo de coisa que você assiste e pensa: “Nossa, é assim mesmo!” ou “Aconteceu com uma amiga minha.”

Seinfeld

George Constanza

Essa série é sobre nada. Isso. NADA.
Tá ok, Jerry Seinfeld é um comediante neurótico que tem amigos neuróticos e não faz mais amigos porque os três que já tem já são trabalho demais para lidar. Tem a amiga conflituosa que nunca para num relacionamento, o amigo maluco que nunca para num emprego e o amigo loser que nunca pega ninguém (mentira, ele pega sim!).

The Nanny

The Nanny

Já coloquei até o vídeo para você sentirem o drama que é a voz da babá Fran Fine. Bem, começa assim: Fran tomou um pé na bunda do namorado e perdeu o emprego de vendedora de cosméticos. Vish! Ela (por engano) vira babá de três crianças riquinhas, filhas de Maxwell Sheffield, um Produtor da Broadway viúvo que trabalha demais. A sócia de Maxwell tem uma quedinha por ele e simplesmente odeia Fran que está lá sendo linda, leve e fanha.

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:: Onde tem pra comprar ::

 Friends – O Box com todas as temporadas está a venda aqui e aqui. Os dvds da primeira temporada, têm aqui e aqui.

Will & Grace – A primeira temporada pode ser encontrada aqui e aqui.

The Addams Family – Só encontrei a primeira temporada aqui (e ainda está temporariamente indisponível :/).

Sex and the City – Box com todas as temporadas aqui e aqui. Primeira temporada aqui.

Seinfeld – Tem a coleção completa aqui e a primeira temporada (junto com a segunda) aqui e aqui.

The Nanny – Tinha a 1ª temporada na Saraiva mas agora sumiu. Nas Americanas está como indisponível. #todaschora Mas tem no Mercado Livre! #todascomemora

Bônus: Karen “ninja” Walker

Karen Walker

 

DIÁRIOS DE CARRIE, A CIDADE E AS ADOLESCENTES

Com certeza você já ouviu falar de Sex and the city. Provavelmente ficou sabendo que a Candace Bushnell, autora do livro que originou a série, também escreveu outros livros contando a história da protagonista na juventude.

Pois então… eu li os dois livros sobre a vida de Carrie Bradshaw no colégio: Carrie Diaries e Summer and the city (Os diários de Carrie e O verão e a cidade, respectivamente). Tenho que admitir que adorei. Mesmo a história tratando de uma faixa etária à qual eu não pertenço mais, fez muito sentido pra mim. Não só como um entretenimento bacana e uma oportunidade para treinar o inglês (comprei a edição original que estava mais barata que a traduzida!), mas também como um livro que conversa com a leitora. É, leitorA, no feminino.

Enquanto eu lia, várias vezes eu tive aquela sensação de “nossa, eu já pensei a mesma coisa”, “uau, aconteceu comigo”, “conheço alguém assim”. Eu amo livros que proporcionam isso. A gente percebe que não é tão estranha assim, existem outras mulheres como a gente. Os livros estão longe de ser um manual da mulher moderna ou auto-ajuda para as moçoilas. Mas é certamente um “olha, isso acontece mesmo, é normal, encara que um dia resolve”. Pelo menos é o que eu acho.

Eu vejo Os diários de Carrie e O verão e a cidade como versões teen para Sex and the city. Por mais que todas amem SATC, a idade das personagens levam a situações cotidianas que a maioria das adolescentes não vivem ainda. E os dois livros proporcionam essa proximidade com o dia-a-dia delas. Apesar disso, são bons livros mesmo para quem não é mais teen. Toda mulher que ler vai se identificar com várias coisas!

Ah, e para as meninas que sonham ser escritoras é melhor ainda. A gente acompanha a jornada da Carrie em busca da sua profissão dos sonhos (lembra do último post?). Mesmo que você não pretenda ser escritora, vale a pena ler como uma mulher tem que lutar para crescer e alcançar seus objetivos profissionais.

Além dos livros, vai ter também a série! As filmagens já começaram. Quem vai interpretar a Carrie dessa vez é a AnnaSophia Robb. Não estranhe as roupas. A Carrie adolescente viveu nos anos 80! A estréia está prevista para o final deste ano. Já estou ansiosa!

Aqui você pode visitar o site oficial da Candace  Bushnell e conhecer um pouco mais da vida de escritora dela.

xoxo