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NOVIDADE NOS QUADRINHOS: MOTION BOOKS

Estava eu no deviantART e aparece um aviso de “New” no menu principal. Eu, curiosa como sempre, fui clicando sem pensar, momentaneamente esquecendo o que eu tinha ido fazer no site.

Houses of the Holy

A novidade é o Motion Book, uma parceria entre deviantART e Madefire. Como o nome já entrega, são livros em movimento. Claro que não é nenhuma descoberta fantástica que vai mudar nossas vidas, mas a ideia funciona. É assim: os Motion Books pretendem criar uma nova experiência de leitura, mais interativa e impactante. Enquanto lê a história, o usuário pode parar e avançar quando quiser (é tudo interativo).

Imagina uma história em quadrinhos com trilha sonora e cenários movimentando enquanto você lê. É mais ou menos isso.

Os primeiros números estão disponibilizados gratuitamente na página do deviantART. A intenção é familiarizar o público com a ferramenta e, claro, ver se o negócio vai para frente!

Motion Books

Por enquanto, as histórias disponíveis foram criadas por profissionais já consolidados nos quadrinhos e no mundo digital. Mas de acordo com o site, em breve todos poderão criar suas próprias histórias e vendê-las.

Eu comecei lendo Houses of the Holy, de  Mike Carey e Dave Kendall (a imagem lá no topo). Logo nas primeiras páginas, os sons que foram incluídos criam o clima de cada página, complementando a arte que é incrível. Há o ruído de uma multidão e o zumbido de um discurso político no rádio, enquanto a cena mostra um ditador cuspindo ao microfone. É mais ou menos o que você imaginaria enquanto estivesse lendo uma HQ comum. É legal!

Para quem tem iPhone, iPod, iPad, iSeiLáMaisOQuê, tem app gratuito e várias HQ’s disponíveis.

Bom para quem gosta de ler enquanto ouve música.

O JUSTICEIRO NOS CINEMAS

O caso é o seguinte. Essa semana, assisti ao último filme do Justiceiro que eu ainda não conhecia e ainda assisti de novo as outras duas adaptações para cinema que existem. Para quem não conhece o vigilante mais sangrento da Marvel, vai um resumão tosquérrimo aí:

Um pai de família fazendo piquenique com a esposa e os dois filhos no Central Park. Do nada, começa um tiroteio entre gangues e a família acaba testemunhando um assassinato. Para não arriscar ir parar na cadeia, o assassino resolve atirar na direção deles e eliminar quaisquer testemunhas que pudessem identificá-lo. MAS, o pai sobreviveu ao ataque, buscou justiça e, vendo que a corrupção da autoridade responsável era tão grande que deixou o assassino de sua família livre, decidiu resolver as coisas do seu jeito. Aquele criminoso mal sabia que o pai da família era Frank Castle, fuzileiro naval especializado em técnicas de combate. Traumatizado com a perda da família e com sede de vingança, ele se torna o Justiceiro.

Ok, essa é a premissa de O Justiceiro (Punisher) nos quadrinhos. Consequentemente, deveria ser a premissa dos filmes. Só que, quando um quadrinho é adaptado ao cinema, sempre são necessárias adaptações e, perdão pelo uso das palavras, não fizeram justiça ao Justiceiro!

Já foram feitos 3 filmes sobre ele, nenhum relacionado ao outro, apesar de existir uma discussão sobre a ligação entre os dois últimos.

O primeiro filme, O Justiceiro de 1989, teve Dolph Lundgren no papel de Frank Castle. Você deve conhecer o Lundgren de algum filme de ação, especialmente como antagonista do Sylvester Stallone em Rocky IV (ele é o boxeador loirão soviético dumal). Lundgren ficou famoso pelo seu personagem em Rocky e logo depois interpretou He-man, solidificando sua imagem estereotipada de herói de ação ainda antes de entrar em Punisher.

Dolph Lundgren

Na minha opinião, isso seria o suficiente para não colocá-lo no papel de Justiceiro. Explico: Frank Castle é um anti-herói, ele não é o cara bonzinho que vai ajudar a polícia a prender os caras malvados. Ele vai lá e mata todo mundo. Ponto final. Eu posso estar exagerando, mas não achei uma escolha acertada. Além do mais, o roteiro desse filme foi fraco e se distanciou um pouco demais da premissa do Justiceiro. No filme, o cara é ex-policial (meh), a família morreu numa explosão não muito bem explicada (meh 2), ele é uma espécie de ninja-praticante-de-ioga-e-meditação que está caçando a máfia japonesa (meh duplo twist carpado) e não usa a marca registrada da caveira no peito (pôha, tá de brincadeira? – as imagens dele com a caveira estampada no peito são photoshop!).

Quinze anos depois, com o sucesso de várias franquias de super heróis bombando, alguém lembrou que o Justiceiro estava na gaveta e resolveu dar outra chance. Saiu em 2004 O Justiceiro (assim com o mesmo nome, recomeçando tudo do zero) com Thomas Jane no papel principal (ele também está em O apanhador de sonhos, O Nevoeiro e Magnólia). Nesse filme, Frank Castle é um agente do FBI comemorando sua aposentadoria (oi?) numa festa na praia (hein?) e chega alguém para acabar com a festa e mata todo mundo por vingança, deixando Frank todo arrebentado e à beira da morte. Ele havia frustrado uma ação ilegal que acabou na morte do filho de um chefão da máfia.

Thomas Jane

Minha opinião: não curti Frank Castle nessa vibe James Bond não. Muito praiano, muito ensolarado, muito galã. E o filme ainda tem John Travolta como antagonista (o cara mau que acaba com a família do Justiceiro), mas ainda assim não colou (o personagem dele ficou glamouroso demais, perigoso de menos).

Um fato interessante sobre Jane: ele gosta tanto do personagem que fez um curta independente chamado Dirty Laundry que você pode ver aqui (legendado por fãs ainda!).

O roteiro é sem dúvida superior ao anterior, bem elaborado, com começo, meio e fim. Tanto quem lê os quadrinhos quanto quem nuca ouviu falar vai entender e (talvez) curtir. Mais um ponto: Frank carrega a caveira no peito (aí sim!!!!), detalhe muito importante no filme cujo motivo não vou contar para não dar spoiler. Ainda assim, acho que ficou faltando algo. Como eu poderia explicar? Ahn… faltou… faltou… violência.

O Justiceiro acha que está tudo bem usar tortura, assassinato e táticas de guerra para acabar com o crime organizado numa grande cidade. Se morrer algum inocente… ops, foi mal. A verdade é que o cara não tá lá pra brincadeira!

Por isso, eu gosto mais do filme mais recente, de 2008: O Justiceiro: Em Zona de Guerra.

O filme começa numa bela mansão em que os chefões da máfia estão tendo um jantar RYCO e elegante. Um psicólogo que trabalha com a polícia, obcecado pelo Justiceiro, está do lado de fora esperando que ele apareça (Hello, os caras maus estão reunidos. Prato cheio para Frank!). E sim, Frank aparece. Quebrando tudo e mais pouco. A primeira cena já dá o tom do filme inteiro.

Ray Stevenson

Quem ficou com o papel de Frank Castle dessa vez foi Ray Stevenson (o guerreiro barbudão e barrigudo Volstagg de Thor). Stevenson ficou famoso na série Roma, interpretando o centurião Titus Pullo e também apareceu na última temporada de Dexter (um dos assassinos, claro).

De longe é meu filme favorito. Não é a melhor adaptação possível de um personagem tão complexo, mas é a mais legítima e respeitosa feita até hoje (minha opinião ok, fãs de Thomas Jane? hehe). E ainda tem Micro, o hacker e contrabandista de armas ajudante de Castle. Nesse filme, você acredita que o Justiceiro é capaz de fazer aquilo, que ele é um ex-fuzileiro, que ele é uma máquina de matar numa guerra de um homem só. Você reconhece o cara dos quadrinhos na tela.

O filme também já começa pegando fogo, não dá tempo de respirar. A cena final (mesmo com alguns exageros para um cara que não tem super poderes) é digna de um Matrix da vida. Além disso, alguns flashbacks ajudam a entender quem é Frank, o que é bom para quem não conhece nada da história. A trilha sonora também acompanha o ritmo: tem de Slipknot a Rob Zombie. O ponto fraco são os vilões, ou melhor, um deles. E a maquiagem de outro deixou a desejar (apesar de atender ao propósito de deixá-lo assustador e nojento).

Apesar de preferir o último filme, eu sei que ainda está longe uma decisão sobre qual deles é melhor, especialmente entre os feitos em 2004 e 2008 (com mais recursos e efeitos especiais aceitáveis). A verdade é que a Marvel ainda não conseguiu o filme definitivo para o Justiceiro. Ou fazem um Justiceiro fru-fru ou um fortão caricatural. Ainda não acertaram o alvo, só passaram raspando.

Eu li alguns artigos sobre um suposto novo filme em 2014 (continuação do Em Zona de Guerra ou outro reboot?) e uma série de tv pela ABC (será?), mas com o processo agarrado na produção. Até onde sei não há nada certo. O que é certo é a dúvida: quem vai interpretar Frank Castle? Thomas Jane ou Ray Stevenson? Ou outro ator? O Lundgren tá velho demais, não dá mais pra ele!

Eu não encontrei o filme de 1989 à venda. :/ Mas os de 2004 e 2008 estão aí abaixo:
O Justiceiro (2004) – No Submarino; Na Saraiva (ambos são Blu-Ray!).
O Justiceiro: Em Zona de Guerra (2008) – No Submarino (DVD); Na Saraiva tem DVD e Blu-Ray.

BÔNUS

Dentre os que já interpretaram, você pode discordar de mim e preferir o Jane, mas eu pergunto: quem tem mais a ver? O Justiceiro boy-disney-modelo-posando-de-ladinho ou o Justiceiro sangue-no-zóio-contando-minutos-para-matar?

Thomas Jane X Ray Stevenson

#InfluenciandoComEstilo

INCIDENTAL COMICS

Grant Snider começou desenhando para o jornal da faculdade. O trabalho deu tão certo que o levou a desenhar tirinhas semanais para um jornal da cidade. Seus quadrinhos são sobre situações cotidianas traduzidas de forma pouco usual. Tem até alguns quadrinhos traduzidos para o português. Dá uma olhada:

No site dele, tem uma lojinha em que você pode comprar o poster com  quadrinho que escolher.

Hoje, Grant estuda ortodontia (!), mas continua fazendo seus quadrinhos no site Incidental Comics.

HARRY POTTER RESUMIDO EM QUADRINHOS

Estava navegando por aí e dei de cara com esses (podemos chamar de) pôsteres contando a história do Harry Potter. A artista por trás disso é Lucy Knisley, uma artista de 26 anos que mora em Chicago. Uma coisa bonitinha: ela dá aulas de desenho para crianças!

Se você ainda não leu os livros, nem viu os filmes, fique avisado que as imagens abaixo revelam tudo, ok? Depois não reclame.

Os quadrinhos dos 6 primeiros livros estão disponíveis no blog. O site oficial dela é o Stop Paying Attention.