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NOVIDADE NOS QUADRINHOS: MOTION BOOKS

Estava eu no deviantART e aparece um aviso de “New” no menu principal. Eu, curiosa como sempre, fui clicando sem pensar, momentaneamente esquecendo o que eu tinha ido fazer no site.

Houses of the Holy

A novidade é o Motion Book, uma parceria entre deviantART e Madefire. Como o nome já entrega, são livros em movimento. Claro que não é nenhuma descoberta fantástica que vai mudar nossas vidas, mas a ideia funciona. É assim: os Motion Books pretendem criar uma nova experiência de leitura, mais interativa e impactante. Enquanto lê a história, o usuário pode parar e avançar quando quiser (é tudo interativo).

Imagina uma história em quadrinhos com trilha sonora e cenários movimentando enquanto você lê. É mais ou menos isso.

Os primeiros números estão disponibilizados gratuitamente na página do deviantART. A intenção é familiarizar o público com a ferramenta e, claro, ver se o negócio vai para frente!

Motion Books

Por enquanto, as histórias disponíveis foram criadas por profissionais já consolidados nos quadrinhos e no mundo digital. Mas de acordo com o site, em breve todos poderão criar suas próprias histórias e vendê-las.

Eu comecei lendo Houses of the Holy, de  Mike Carey e Dave Kendall (a imagem lá no topo). Logo nas primeiras páginas, os sons que foram incluídos criam o clima de cada página, complementando a arte que é incrível. Há o ruído de uma multidão e o zumbido de um discurso político no rádio, enquanto a cena mostra um ditador cuspindo ao microfone. É mais ou menos o que você imaginaria enquanto estivesse lendo uma HQ comum. É legal!

Para quem tem iPhone, iPod, iPad, iSeiLáMaisOQuê, tem app gratuito e várias HQ’s disponíveis.

Bom para quem gosta de ler enquanto ouve música.

NANA: HQ E FILME

Já ouviu falar de NANA? Bem, NANA é um mangá escrito/desenhado pela magaká Ai Yazawa e um dos mais vendidos no Japão.

A história é sobre duas garotas que tem o primeiro nome em comum, Nana Osaki e Nana Komatsu. São de estilos e comportamentos totalmente diferentes. Nana Komatsu é ingênua e sonhadora, a típica garota do campo que não sabe o que quer para sua vida. A outra é Nana Osaki moderna e fashion, é vocalista de uma banda de Punk, ela está determinada a ter sucesso com suas músicas. As duas garotas se encontram no trem indo para Tokyo e desenham uma história recheada de amores, sonhos e amizades.

Eu conheci por meio da famosérrima guru de maquiagem Michelle Phan, que fez um tutorial inspirado na personagem punk da história. Confere aí:

Mas Nana não ficou apenas nas páginas. Ganhou adaptação em desenho e no cinema. Depois que eu já tinha lido vários números (a publicação é mensal), eu fiquei sabendo da existência dos filmes e resolvi procurar. Como o filme é em japonês e eu não falo o idioma, tive que fuçar bastante até encontrar algum com legenda em inglês!  O desenho, eu encontrei legendado em português pelos fãs nesse canal aqui, mas continuemos falando dos filmes.

O filme já começa com uma música super legal, da banda da Nana Osaki, a Black Stones (Blast para os íntimos!). Foram compostas várias músicas especialmente para dar vida à banda. Eu já ouvi várias e adorei. A propósito, as músicas foram compostas por um artista japonês que eu amo, o Hyde. Mas dele eu já falei aqui.

À medida que cada personagem ia aparecendo eu falava comigo mesma “Nossa, ficou igualzinho no mangá!”. A caracterização do atores ficou incrível. Acho que nenhum fã do mangá tem do que reclamar. Inclusive, se alguém interessar em assistir, leia o HQ primeiro para ter a mesma sensação. Foi divertido!

Desde que comecei a ler, me identifiquei mais com a Nana roqueira (por que será?). Ela é uma garota comum e tal, mas tem uma força para lutar, sabe como é? Eu estou num momento da minha vida de procurar realizações e acho que isso influenciou. Já a Nana Komatsu é mais menininha, romântica e sonhadora (todas somos, né?). Ela é um pouco infantil e ingênua, o oposto da amiga. Não vou contar mais para não estragar, né?

As músicas compostas para o filme (e também para o desenho) são ótimas, com uma pegada punk mas ainda “pop”, digamos assim. Mesmo quem não nasceu ouvindo Sex Pistols vai curtir. Recomendo a Glamorous Sky (não encontrei a cena do filme, então vai a performance ao vivo com a atriz Mika Nakashima) e Rose (que é a música de abertura do desenho) para começar. Se quiser ouvir mais, joga “Nana Original Soundtrack” no Youtube e divirta-se.

O mais legal de NANA, na minha opinião, é que tanto as meninas mais independentes e de personalidade forte quanto as mais mulherzinhas e romantiquinhas podem se identifica com a história. Além disso, todas vão se apaixonar ou pelo Ren ou pelo Shin (ai ai, o Shin no filme é tãããããããão fofo!!!!).

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Atualização (2013): Percebi que estão aparecendo visitantes aqui no blog em busca dos filmes legendados. Até onde eu sei, não foram lançados no Brasil. Nesta página você encontra os links para uma versão do primeiro filme legendada por fãs para assistir online; e neste blog os links para baixar o segundo filme.

xoxo