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Guns N’ Roses: uma biografia não autorizada

Hoje é polêmica, babado e confusão!

Quer dizer, nem tanto. Mas o livro de hoje é daquele tipo que os “personagens” não queriam (ou não sabiam) que ia existir. A banda que o tempo esqueceu é uma biografia não autorizada da banda Guns N’ Roses, escrita por Paul Stenning.

Quem é Paul Stenning:

É um escritor e jornalista com muitos anos de experiência no rock, já tendo trabalhado para várias revistas e entrevistado muita gente do meio. Ele é autor de outras biografias igualmente não autorizadas (ah, esse Paul!) como uma do Iron Maiden, outra do AC/DC e mais outra sobre… o Robert Pattinson.

O livro:

A banda que o tempo esqueceu foi escrito tendo como base as várias entrevistas que o autor fez com pessoas relacionadas ao Guns N’ Roses e entrevistas antigas dos membros, complementado pelas interpretações que o autor fez das músicas da banda. É uma biografia não autorizada, mas não é o tipo de livro que o artista vai querer mandar retirar das vendas e queimar todo o estoque. Há passagens com assuntos polêmicos e questões pessoais e/ou problemáticas, mas não me parece ser desrespeitoso em nenhum momento.

A primeira edição é de 2004, e saiu uma nova e revisada em 2011. Os fatos narrados vão desde a criação da banda até a data de publicação, sendo que a edição revisada tem várias notas de rodapé e um mini-capítulo extra contando algumas novidades.

Guns N' Roses - A banda que o tempo esqueceu

O mais legal do livro:

É uma biografia diferente das que eu já li. Ao invés de narrar um evento após o outro em ordem cronológica, Paul Stenning procurou costurar as histórias que conseguiu descobrir com a trajetória pública da banda. Por exemplo: um dos assuntos do livro é o comportamento explosivo de Axl Rose no palco, durante entrevistas e etc. O autor tenta fazer um paralelo disso com a infância de Axl e com o conteúdo das letras das músicas que ele escreveu.

Outra coisa bem curiosa: o começo do texto trata dos tempos de pobreza da banda. Há uma passagem citando entrevistas e conversas antigas em que a banda contou que vivia de favor na casa de amigos ou com apenas 2 dólares por dia, comendo biscoito com molho de carne (ieca!). E pensar que eles viraram tudo o que são hoje.

Se o livro fosse só sobre o primeiro contrato em diante não causaria o mesmo impacto, sabe?

Para quem não conhece nada sobre o Guns N’ Roses, ou nada sobre o cenário musical da década de 80, o livro é um ótimo começo. Para quem já é fã e conhece tudo da banda, é um registro impresso interessante. Eu mesma, que sou fã já faz uns 20 anos, lembrei de várias histórias que se refletem até hoje na identidade da banda.

A impressão que tive é que o autor é fã também e quis fazer essa análise mais aprofundada de cada detalhe da vida da banda. Muito interessante! Infelizmente, o livro é bem curto e, por este e outros motivos, ele deixa de lado várias passagens importantes da história da banda e alguns períodos nem são mencionados Um exemplo? A saída de Slash. Não fala nada disso! E falando nisso…

O que não é tão legal:

Essa biografia se propõe a falar da banda, mas a verdade é que ela foca muito mais no Axl Rose, vocalista (e pianista, letrista, compositor, aquele doido de que todo mundo lembra).

Os buracos na cronologia também são um ponto fraco. Depois da gravação dos últimos álbuns nos anos 90, há um salto até o momento atual (início dos anos 2000). Por que isso é um problema? Foi justamente nessa época que os fãs e a mídia ficaram mais carentes de informações sobre os membros. Cada um foi para um lado, alguns com novos projetos, outros se isolando do show business, enquanto os rumores de uma possível reunião pipocavam com frequência e ninguém nunca aparecia para explicar nada. O livro traz um capítulo contando apenas sobre Axl nesse período. E o Izzy? E o Duff? E o Slash? E o resto da galera toda que entrou e saiu da banda até então?

De um modo geral, avaliando de 0 a 10, eu daria nota 6 para este livro. Ele é gostoso de ler, tem bastante informação, mas peca nos detalhes e no “acabamento”.

A edição brasileira saiu pela Beast Books (editora até então especializada em publicações relacionadas ao rock e heavy metal, mas que sumiu). A encadernação é simples, fotos em preto e branco, errinhos chatos de digitação… sabe aqueles problemas que uma boa revisão evitariam? Pois é! Mas isso não tira o brilho da obra, principalmente para os fãs que sempre gostam de ler algo mais sobre sua banda favorita. 😉

A única loja online em que encontrei foi a Saraiva e, agora que pensei, eu também comprei lá, só que na loja física. Saraiva garantindo o estoque rocker!

Lembrete: as compras pelo link geram comissão para o blog. 😉

MÚSICA DE METRÔ

Não, não é a versão underground de música de elevador (Nossa, que piadinha cretina! #implorandoperdão). Eu estava ouvindo Fast As You Can da Fiona Apple e lembrei que uma parte do clipe foi gravada num metrô.

Daí, como uma coisa leva a outra, lembrei de Thank You da Alanis Morissette que também tem uma cena dentro de um vagão.

E de repente comecei uma lista de clipes no metrô! Continuemos:

Guns N’ Roses – The Garden

Macy Gray – I Try

Michael Jackson – Bad

Lady Gaga – Love Game

Savage Garden – I Knew I Loved You

Muse – Madness

CLIPES EM PRETO E BRANCO

Eu — embasbacada pela lindeza deste layout novo todo em preto, branco e cinza (ok ok, os links são azuis) — pensei em fazer uma listinha de clipes de acordo. Nessa lista, não me preocupei em ficar presa em apenas um estilo de música. Veio tudo que lembrei e achei bonito.

Garbage – Why do you love me

Michael Jackson ft. Janet Jackson – Scream

Amy Winehouse – Back To Black

Christina Aguilera – The Voice Within (Uau, quem lembrava desse levanta a mão!)

Evanescence – My Immortal

Não por estilo, mas por falta de recursos da época (haha!), os Beatles também têm vídeo em preto e branco: The Beatles – I Want To Hold Your Hand. Torça para que o vídeo fique online pois isso é raro!

Dentre as minhas bandas favoritas, tem: Nine Inch Nails – Survivalism

E a mais favorita de todas: Guns N’ Roses – Yesterdays (O único vídeo que encontrei está com legenda, mas aqui dá pra ver o original.)

É claro que tem mais, muito mais. A Beyoncé, por exemplo, parece gostar de clipes em preto e branco. Que eu me lembre, tem o If I were a boy e Single Ladies. Madonna tem Vogue. A Avril Lavigne tem Smile e a Pitty tem Déjà Vu, mas mas esses têm partes coloridas. Eu sei que o clipe do Garbage também tem, mas eu gosto mais do Garbage do que da Avril ou da Pitty (chatíssima!). 🙂

PLAYLIST: CHINESE DEMOCRACY

Quem gosta de Guns N’ Roses levanta a mão.  o////////////

Claro que você lembra dessa banda né? Anos 80, cabelão, sucesso, sucesso, suuuuucesso!  Todo mundo lembra desse riff de guitarra e dessa voz, com certeza.

Então, Guns N’ Roses ainda existe! Aposto que você ouviu falar que acabou, né? Isso é porque essa banda que aparece aí nesse clipe, teve uns probleminhas e aos poucos, um por um foi desistindo do sonho. Não vamos entrar em detalhes porque o post não é para isso. Mas Axl Rose, esse lyndo, manteve o sonho vivo. Levou um tempinho, mas ele achou músicos MUITO FODAS e eles nos deram (e darão!) música boa.

O CD:  Chinese Democracy. O tracklist:

1. Chinese Democracy
2. Shackler’s Revenge
3. Better
4.Street of Dreams
5. If the World
6.  There Was a Time
7. Catcher in the Rye
8. Scraped
9. Rhiad and the Bedouins
10. Sorry
11. IRS
12. Madagascar
13. This I Love
14. Prostitute

Pular alguma? JAMAIS! Explico por quê:

Entre mudanças de formação, crises internas, pressão por parte da gravadora, processo criativo, trocas intermináveis de produtores e seu perfeccionismo bizarro, Axl Rose levou quase 15 anos para finalizar o álbum e finalmente lançá-lo. Fora isso, ainda tinha aqueles empresários queriam que o álbum fosse um fracasso, de forma a obrigar Axl a voltar com a formação original do Guns (o que sem dúvida ia gerar muita muita grana para os envolvidos).

Chinese Democracy já era um dos álbuns mais conhecidos do mundo da música antes mesmo do lançamento. E é também um dos álbuns mais caros da história.

Curiosidades:

A música Chinese Democracy passou a ser a faixa de abertura dos shows da banda (clica que tem vídeo). Somente em um show em fevereiro deste ano, a banda abriu com Welcome to the Jungle.

Em 2008, duvidando do lançamento do álbum, a marca de refrigerantes o Dr. Pepper fez uma promessa em sua campanha de marketing: distribuiria gratuitamente um refrigerante para cada cidadão americano se Chinese Democracy visse a luz do dia. O álbum saiu em 23 de novembro do mesmo ano e a empresa teve que cumprir a promessa, ainda que não completamente: durante um dia, os fãs poderiam se cadastrar no site da empresa para receber o cupom que daria direito à bebida grátis. O site saiu do ar por causa do grande número de acessos, deixando muitos fãs sem cupons. Muitos acabaram culpando a banda pelo incômodo e os advogados do Guns exigiram um pedido de desculpas de página inteira no New York Times e outros jornais, além de pagamento de indenização. Ao invés disso, o fabricante de refrigerante ampliou a oferta por mais 24 horas.

O álbum foi lançado em novembro de 2008, mas a turnê só começou em dezembro de 2009. Passou pelo Brasil 2 vezes (tia Deb e tia Ali foram nas duas vezes!) e continua até hoje! [ Rumo a bater o recorde do 30 seconds to Mars!!!]

Na música There Was a Time, a voz de Axl varia entre 4 oitavas e uns quebrados. Para você ter uma ideia, uma pessoa comum, que nunca cantou, alcança em média 1 oitava apenas. A maioria dos cantores consegue alcançar um máximo de 3 oitavas. Agora olhe o teclado de piano aí abaixo. Nesta música, Axl canta do  Dó 1 até o  Fá 5 sustenido: são 55 teclas! Acha pouco? Tenta fazer aí na sua casa… (detalhe básico: o piano tem 88 teclas apenas)

 Além desse feito “pouco” impressionante, os guitarristas aí vão ficar impressionados com o solo de guitarra do Sr. Buckethead.

Temos também Better, uma música que, como o nome já diz, é melhor que muita música que você ouve por aí :D. Talvez você tenha a ouvido no rádio, na época que lançou o CD, mas o fato é que a gravadora não botou fé no Chinese Democracy e nem colocou em prática o plano de marketing que Axl tinha bolado. Com isso, ele também ficou irritado e acabou não fazendo nada para divulgar o álbum. Dizem por aí que essa música tinha um clipe pronto mas que Axl não lançou só de raiva!

Scraped é uma música que te anima. Sabe aquele dia em que TUDO da errado? Põe essa música no volume máximo e pule pela casa. Melhora, e muito!

Street of Dreams e This I Love são baladas muito lindas. This I Love é toda no piano e orquestrada e no meio entra um solo de guitarra composto por Robin Finck (aquele que cantou Sossego no Rock in Rio de 2001) que fez a tia Deb chorar na primeira vez que ouviu.

Sorry é muito interessante. Ela é toda lentinha, parece uma balada, mas na verdade manda uma certa pessoa tomar… banho. Entende?!?

Enfim, se continuarmos aqui falando de cada música, vamos sempre chegar à mesma conclusão: é foda!  Escute tudo e tire suas próprias conclusões.

Para quem está meio perdido, se perguntando quem está na banda agora, aí vai o lineup completo do Guns N’ Roses:

Vocal e piano – Axl Rose
Teclado, piano e percussão – Dizzy Reed
Baixo – Tommy  Stinson (apelido: The General)
Teclado e efeitos – Chris  Pitman (apelido: Mothergoose)
Guitarra – Richard Fortus
Guitarra – Ron Thal (apelido e nome artístico: Bumblefoot)
Bateria – Frank Ferrer (apelido: Thunderchucker)
Guitarra – DJ Ashba

Site oficial; Facebook; Twitter. Clicando nos nomes dos integrantes, você encontra os sites/páginas de cada um deles.

PS: Este Post foi uma colaboração entre Tia Ali e Tia Deb, duas fanáticas por Guns N’ Roses. Mais virão!