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CONHECE O SERVIÇO DE ENTREGAS DE KIKI? VEM VER!

Sabe aqueles filmes que você descobre por acaso, assiste por não ter nada melhor para fazer e no final você está tendo ataques de fofolite aguda galopante? Pois é, meu caso com esse filme! Aliás, todo filme japonês que vejo é isso… eu e meu amor pelos japoneses. ~~heart heart~~

Kiki's Delivery Service

Kiki’s Delivery Service é de 1989 (baseado no livro de 1985) e conta a história da menina Kiki. Ela tem 13 anos, é uma bruxa (assim como sua mãe) e está perto de iniciar seu treinamento para se tornar uma grande bruxa. Para isso, ela tem que partir e encontrar uma cidade em que não haja uma bruxa residente, se instalar por lá e descobrir e desenvolver suas habilidades mágicas. Um belo dia, Kiki está ouvindo rádio e a previsão do tempo diz que a noite de lua cheia será clara e perfeita. Aí ela decide: tá na hora de ir!

Mas Kiki não parte em sua aventura sozinha. Seu fiel escudeiro Jiji, um gato preto falante (hello, ela é uma bruxa!), vai com ela, para auxiliá-la, aconselhá-la e se meter em confusões com ela! Olhem a cara desse gato e me falem como não amar!!!

Jiji

Durante sua estada na cidade, Kiki enfrenta várias dificuldades para de adaptar. Além de uma bruxa, ela é uma adolescente descobrindo o mundo. Tem como ser mais problemático? Junta mudar para uma cidade nova, arrumar um trabalho, ser bruxa AND conhecer garotos… elaiá! Tadinha da Kiki!

O filme é lindo! Para quem gosta de clássicos Disney, é obrigatório assistir.

O design, as cores, a vibração do filme inteiro são marcantes, coisa de fazer os olhos brilharem de emoção e fofolite! Os detalhes do filme são fantásticos: enquanto a Kiki está batendo perna na rua, tem uma criança fazendo birra com o pai no fundo, ou quando ela está correndo, ela da uma tropeçada e levanta apressada pra voltar a correr, ou as diferenças de luz entre sol e sombra… Ai, é tudo lindo! Tem mais, mas não tem graça de se contar tudo, né?

Curiosidades:
1) a versão em inglês tem dublagem da Kirsten Dunst (como Kiki) e do Matthew Lawrence (que dubla o Tombo, amiguinho da Kiki).
2) eu conheci o filme por meio da música tema que a banda Scandal tocou ao vivo num festival de 2010.

A música se chama Rouge no Dengon e é tão, mas TÃO lindinha-fofinha-divertida e ainda toca numa cena tão legal. Quase pulei na hora que começou! haha Super dramática eu, né? Fica o recado: façam mais músicas assim, poxa!!!

Depois de assistir ao filme, eu quis:

– Me mudar para a cidade que Kiki escolheu para seu treinamento;
– Adotar um gato preto falante (vontade cristalizada desde que conheci Salem em Sabrina, a aprendiz de Feiticeira);
– Ter um amigo inventor como o que ela encontra (sem mais spoilers, prometo!).

Não acabou ainda! Um remake live action do filme que foi lançado esse ano no Japão. #PRONTOMORRI #CadêOndeTem Saquem o trailer e venham ter infartinho comigo!

Sim, é em japonês. Mas tem legenda em inglês. 🙂

PS: Não achei pra vender no Brasil, mas na Amazon tem tudo, até pelúcia do Jiji.

 Se eu não voltar é porque morri de fofolite.

UM CONTO DE… ERR… FADAS?

Oi, tudo bem? Quando tempo, né? Não aguento essa gente que abandona o blog do nada sem ao menos abanar o rabinho e dar satisfações para os 2,7 leitores que tem. Muito feio isso!

Mas, bem, sinto muito pela ausência. A vida offline andou tomando conta de todo o tempo desta que vos escreve e não sobrava nem uns minutinhos no final do dia para postar, deixando o blog às moscas virtuais. Chega de mimimi. Bora pro que interessa! (E viva o português coloquial escreve-do-jeito-que-fala.)

Dias atrás eu assisti ao filme Penelope (adaptação do livro de Marilyn Kaye), estrelado por Christina Ricci (Família Addams; Monster: Desejo Assassino) e James McAvoy (As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa; X-Men: Primeira Classe).

Penelope

A história é a seguinte:

Penelope é uma jovem de uma família amorosa e abastada que sofre de uma maldição. Penelope nasceu linda, exceto pelo narigão de porco no meio da cara! É, isso mesmo. Ela tem uma tomada cor-de-rosa e enrugada ao invés de nariz. Num porquinho é fofo, mas imagina na cara de uma pessoa.

Para se livrar da maldição, Penelope precisa encontrar alguém de sua classe social que a ame pelo o que ela é, sem se importar com sua aparência. O filme mostra a busca de Penelope pelo amor verdadeiro.

Quem não gosta de romance já vai parar de ler aqui mesmo, mas espere! O filme tem uma reviravolta fantástica e vale a pena assistir até o final, mesmo que você não seja uma garotinha fofa e romântica em busca do amor verdadeiro. É uma comédia com mais água e açúcar do que Shrek + princesa Fiona. Pode confiar, você vai curtir! #ConfieNaAli

Christina Ricci em Penelope

Christina Ricci, como sempre, está incrível. James McAvoy está lindo de morrer com uma aparência rockstar em decadência que ligeiramente me lembrou a encarnação grunge de Sean Patrick Flanery. O cabelo comprido e as roupas mulambentas deixaram McAvoy parecidíssimo com o Julian Casablancas.

James Casabl.. digo... McAvoy em Penelope

O restante do elenco do filme também é ótimo. Ainda tem Peter Dinklage (o Tyrion Lannister de Game of Thrones) interpretando um repórter cujo objetivo de vida é tirar uma foto de Penelope; Catherine O’Hara (a mãe de Esqueceram de Mim) como a mãe de Penelope; e Reese Witherspoon (Legalmente loira) que faz uma motoqueira mucho loca que… bem, melhor não contar.

Alías, Dinklage neste filme está uma mistura de Tyrion Lannister com O Governador (de The Walking Dead, lembram da resenha?). Tapa-olho e tudo!

Peter Dinklage em Penelope

Se quiser comprar, tem o DVD no Brasil. Yay!

No Submarino.

E adivinha só, tem também o livro em que o filme foi baseado! No Submarino; e na Saraiva.

PS: os links não são patrocinados. 🙂

O JUSTICEIRO NOS CINEMAS

O caso é o seguinte. Essa semana, assisti ao último filme do Justiceiro que eu ainda não conhecia e ainda assisti de novo as outras duas adaptações para cinema que existem. Para quem não conhece o vigilante mais sangrento da Marvel, vai um resumão tosquérrimo aí:

Um pai de família fazendo piquenique com a esposa e os dois filhos no Central Park. Do nada, começa um tiroteio entre gangues e a família acaba testemunhando um assassinato. Para não arriscar ir parar na cadeia, o assassino resolve atirar na direção deles e eliminar quaisquer testemunhas que pudessem identificá-lo. MAS, o pai sobreviveu ao ataque, buscou justiça e, vendo que a corrupção da autoridade responsável era tão grande que deixou o assassino de sua família livre, decidiu resolver as coisas do seu jeito. Aquele criminoso mal sabia que o pai da família era Frank Castle, fuzileiro naval especializado em técnicas de combate. Traumatizado com a perda da família e com sede de vingança, ele se torna o Justiceiro.

Ok, essa é a premissa de O Justiceiro (Punisher) nos quadrinhos. Consequentemente, deveria ser a premissa dos filmes. Só que, quando um quadrinho é adaptado ao cinema, sempre são necessárias adaptações e, perdão pelo uso das palavras, não fizeram justiça ao Justiceiro!

Já foram feitos 3 filmes sobre ele, nenhum relacionado ao outro, apesar de existir uma discussão sobre a ligação entre os dois últimos.

O primeiro filme, O Justiceiro de 1989, teve Dolph Lundgren no papel de Frank Castle. Você deve conhecer o Lundgren de algum filme de ação, especialmente como antagonista do Sylvester Stallone em Rocky IV (ele é o boxeador loirão soviético dumal). Lundgren ficou famoso pelo seu personagem em Rocky e logo depois interpretou He-man, solidificando sua imagem estereotipada de herói de ação ainda antes de entrar em Punisher.

Dolph Lundgren

Na minha opinião, isso seria o suficiente para não colocá-lo no papel de Justiceiro. Explico: Frank Castle é um anti-herói, ele não é o cara bonzinho que vai ajudar a polícia a prender os caras malvados. Ele vai lá e mata todo mundo. Ponto final. Eu posso estar exagerando, mas não achei uma escolha acertada. Além do mais, o roteiro desse filme foi fraco e se distanciou um pouco demais da premissa do Justiceiro. No filme, o cara é ex-policial (meh), a família morreu numa explosão não muito bem explicada (meh 2), ele é uma espécie de ninja-praticante-de-ioga-e-meditação que está caçando a máfia japonesa (meh duplo twist carpado) e não usa a marca registrada da caveira no peito (pôha, tá de brincadeira? – as imagens dele com a caveira estampada no peito são photoshop!).

Quinze anos depois, com o sucesso de várias franquias de super heróis bombando, alguém lembrou que o Justiceiro estava na gaveta e resolveu dar outra chance. Saiu em 2004 O Justiceiro (assim com o mesmo nome, recomeçando tudo do zero) com Thomas Jane no papel principal (ele também está em O apanhador de sonhos, O Nevoeiro e Magnólia). Nesse filme, Frank Castle é um agente do FBI comemorando sua aposentadoria (oi?) numa festa na praia (hein?) e chega alguém para acabar com a festa e mata todo mundo por vingança, deixando Frank todo arrebentado e à beira da morte. Ele havia frustrado uma ação ilegal que acabou na morte do filho de um chefão da máfia.

Thomas Jane

Minha opinião: não curti Frank Castle nessa vibe James Bond não. Muito praiano, muito ensolarado, muito galã. E o filme ainda tem John Travolta como antagonista (o cara mau que acaba com a família do Justiceiro), mas ainda assim não colou (o personagem dele ficou glamouroso demais, perigoso de menos).

Um fato interessante sobre Jane: ele gosta tanto do personagem que fez um curta independente chamado Dirty Laundry que você pode ver aqui (legendado por fãs ainda!).

O roteiro é sem dúvida superior ao anterior, bem elaborado, com começo, meio e fim. Tanto quem lê os quadrinhos quanto quem nuca ouviu falar vai entender e (talvez) curtir. Mais um ponto: Frank carrega a caveira no peito (aí sim!!!!), detalhe muito importante no filme cujo motivo não vou contar para não dar spoiler. Ainda assim, acho que ficou faltando algo. Como eu poderia explicar? Ahn… faltou… faltou… violência.

O Justiceiro acha que está tudo bem usar tortura, assassinato e táticas de guerra para acabar com o crime organizado numa grande cidade. Se morrer algum inocente… ops, foi mal. A verdade é que o cara não tá lá pra brincadeira!

Por isso, eu gosto mais do filme mais recente, de 2008: O Justiceiro: Em Zona de Guerra.

O filme começa numa bela mansão em que os chefões da máfia estão tendo um jantar RYCO e elegante. Um psicólogo que trabalha com a polícia, obcecado pelo Justiceiro, está do lado de fora esperando que ele apareça (Hello, os caras maus estão reunidos. Prato cheio para Frank!). E sim, Frank aparece. Quebrando tudo e mais pouco. A primeira cena já dá o tom do filme inteiro.

Ray Stevenson

Quem ficou com o papel de Frank Castle dessa vez foi Ray Stevenson (o guerreiro barbudão e barrigudo Volstagg de Thor). Stevenson ficou famoso na série Roma, interpretando o centurião Titus Pullo e também apareceu na última temporada de Dexter (um dos assassinos, claro).

De longe é meu filme favorito. Não é a melhor adaptação possível de um personagem tão complexo, mas é a mais legítima e respeitosa feita até hoje (minha opinião ok, fãs de Thomas Jane? hehe). E ainda tem Micro, o hacker e contrabandista de armas ajudante de Castle. Nesse filme, você acredita que o Justiceiro é capaz de fazer aquilo, que ele é um ex-fuzileiro, que ele é uma máquina de matar numa guerra de um homem só. Você reconhece o cara dos quadrinhos na tela.

O filme também já começa pegando fogo, não dá tempo de respirar. A cena final (mesmo com alguns exageros para um cara que não tem super poderes) é digna de um Matrix da vida. Além disso, alguns flashbacks ajudam a entender quem é Frank, o que é bom para quem não conhece nada da história. A trilha sonora também acompanha o ritmo: tem de Slipknot a Rob Zombie. O ponto fraco são os vilões, ou melhor, um deles. E a maquiagem de outro deixou a desejar (apesar de atender ao propósito de deixá-lo assustador e nojento).

Apesar de preferir o último filme, eu sei que ainda está longe uma decisão sobre qual deles é melhor, especialmente entre os feitos em 2004 e 2008 (com mais recursos e efeitos especiais aceitáveis). A verdade é que a Marvel ainda não conseguiu o filme definitivo para o Justiceiro. Ou fazem um Justiceiro fru-fru ou um fortão caricatural. Ainda não acertaram o alvo, só passaram raspando.

Eu li alguns artigos sobre um suposto novo filme em 2014 (continuação do Em Zona de Guerra ou outro reboot?) e uma série de tv pela ABC (será?), mas com o processo agarrado na produção. Até onde sei não há nada certo. O que é certo é a dúvida: quem vai interpretar Frank Castle? Thomas Jane ou Ray Stevenson? Ou outro ator? O Lundgren tá velho demais, não dá mais pra ele!

Eu não encontrei o filme de 1989 à venda. :/ Mas os de 2004 e 2008 estão aí abaixo:
O Justiceiro (2004) – No Submarino; Na Saraiva (ambos são Blu-Ray!).
O Justiceiro: Em Zona de Guerra (2008) – No Submarino (DVD); Na Saraiva tem DVD e Blu-Ray.

BÔNUS

Dentre os que já interpretaram, você pode discordar de mim e preferir o Jane, mas eu pergunto: quem tem mais a ver? O Justiceiro boy-disney-modelo-posando-de-ladinho ou o Justiceiro sangue-no-zóio-contando-minutos-para-matar?

Thomas Jane X Ray Stevenson

#InfluenciandoComEstilo

O HOBBIT: UMA JORNADA INESPERADA

Pois então, essa semana eu assisti. Já não estava me aguentando de esperar, já que não quis ir na estreia porque os shoppings andam muito cheios nessa época.

Bilbo

O fato de Peter Jackson (o diretor do filme) ter escolhido adaptar o livro em 3 filmes permitiu que ele inserisse mais detalhes da história original. Explico: O Hobbit é um livro único, diferente de O Senhor dos Anéis (OSDA para ficar mais fácil, ok?) que possui 3 volumes. Na adaptação de OSDA, o Jackson teve que cortar muita coisa, eliminar personagens, encurtar ações e transferir passagens do livro para momentos diferentes nos filmes.

Já em O Hobbit: uma jornada inesperada (que é apenas o primeiro filme), eu pude reparar que foram mantidas várias passagens nem tão essenciais da história. Enquanto eu assistia ao filme, fui lembrando de cada capítulo do livro. Vários detalhes divertidos ou charmosos para os fãs de Tolkien foram mantidos. E mesmo assim o filme não ficou arrastado!

Primeiro temos a apresentação geral do problema que vai levar Bilbo à sua jornada (não vou soltar spoilers, fique tranquilo). E depois o filme dosa bem cenas de ação com cenas de mistério/descoberta.

Outra coisa: a história de O Hobbit é mais simples, linear e mais infantil. Não é uma historinha boba e chata, longe disso. Mas não tem a mesma complexidade de OSDA. Na minha opinião, isso deu a chance de fazer um filme mais divertido e não tão trágico (quem assistiu o Retorno do Rei entende o que estou falando). E mais: os anões!

Sim, os anões! Se tem alguma raça que não foi bem representada em OSDA foi a dos anões (só tinha o Gimli lá). Em O Hobbit conhecemos o pai de Gimli, o Glóin, e mais a gangue inteira. Os anões não são esbeltos como os elfos, nem cheios daquele ar de honra que os homens têm em OSDA. Eles são engraçados, divertidos, fortes, às vezes mal-humorados, comilões… exceto pelo líder deles, Thorin Escudo-de-Carvalho: esse sim é o bonitão da bala Chita (lembram da bala Chita?).

Gostei de outras coisas também:

O Bilbo jovem (a história de O Hobbit se passa 60 anos depois do início da saga do anel) foi interpretado por Martin Freeman (que ficou fantástico!), mas o Ian Holm (que fez o Bilbo em OSDA) também aparece. Além dele, tem uma rápida participação de Elijah Wood (como Frodo).

O cumprimento dos anões: Dwalin é o primeiro anão a chegar à toca de Bilbo. Logo depois chega Balin. Depois de uma curta conversa amigável, os dois batem com testa um no outro! Acontece que esse cumprimento quem inventou foi o Viggo Mortensen (o ator que interpretou o Aragorn em OSDA) e isso acabou sendo a brincadeira de bastidores entre os atores (tem tudo nos extras do DVD da versão estendida). Achei a maior graça quando vi aquilo. Coisa de fã, né?

Além de Gandalf e Saruman, aparece mais um mago que é citado no livro. Não vou contar quem, mas o cara é hilário. Gandalf também cita outros dois magos (na mitologia de Tolkien, existem 5 magos) mas… quem disse que ele se lembra do nome deles?

Os orcs estão diferentes. São mostradas outras, digamos, raças de orcs e eles também têm comportamentos um pouquinho diferentes. Achei super coerente já que as relações de poder em O Hobbit são diferentes mesmo do que ocorre em OSDA.

Finalmente, em Uma Jornada Inesperada, Jackson insinua outros personagens que não são tão importantes no livro em si, mas que fazem parte do todo da mitologia criada por Tolkien (adivinha quem estava em Dol Gudur). Posso estar viajando na maionese, mas depois de sair do cinema, fiquei com a impressão de que os próximos filmes podem trazer algo mais além da jornada de Bilbo.

Resumindo: o filme é fantástico. Se você nunca leu nada do Tolkien, você vai gostar. Se você viu OSDA, também. E se você for fanático pela obra de Tolkien, vai amar e começar a contar os dias até a estreia da sequência.