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NOVIDADE NOS QUADRINHOS: MOTION BOOKS

Estava eu no deviantART e aparece um aviso de “New” no menu principal. Eu, curiosa como sempre, fui clicando sem pensar, momentaneamente esquecendo o que eu tinha ido fazer no site.

Houses of the Holy

A novidade é o Motion Book, uma parceria entre deviantART e Madefire. Como o nome já entrega, são livros em movimento. Claro que não é nenhuma descoberta fantástica que vai mudar nossas vidas, mas a ideia funciona. É assim: os Motion Books pretendem criar uma nova experiência de leitura, mais interativa e impactante. Enquanto lê a história, o usuário pode parar e avançar quando quiser (é tudo interativo).

Imagina uma história em quadrinhos com trilha sonora e cenários movimentando enquanto você lê. É mais ou menos isso.

Os primeiros números estão disponibilizados gratuitamente na página do deviantART. A intenção é familiarizar o público com a ferramenta e, claro, ver se o negócio vai para frente!

Motion Books

Por enquanto, as histórias disponíveis foram criadas por profissionais já consolidados nos quadrinhos e no mundo digital. Mas de acordo com o site, em breve todos poderão criar suas próprias histórias e vendê-las.

Eu comecei lendo Houses of the Holy, de  Mike Carey e Dave Kendall (a imagem lá no topo). Logo nas primeiras páginas, os sons que foram incluídos criam o clima de cada página, complementando a arte que é incrível. Há o ruído de uma multidão e o zumbido de um discurso político no rádio, enquanto a cena mostra um ditador cuspindo ao microfone. É mais ou menos o que você imaginaria enquanto estivesse lendo uma HQ comum. É legal!

Para quem tem iPhone, iPod, iPad, iSeiLáMaisOQuê, tem app gratuito e várias HQ’s disponíveis.

Bom para quem gosta de ler enquanto ouve música.

UM RETRATO INCRÍVEL FEITO APENAS COM OBJETOS

O artista francês Bernard Pras fez uma série de ilustrações sem desenhar nada. Digo, ele fez vários retratos sem desenhar nem fotografar. Digo… Ah, olha aí a foto! 😀

Sotigui Kouyate por Bernard Pras

Conseguiu entender? O retrato aí acima (do ator Sotigui Kouyaté) foi feito com um monte de objetos (roupas, galhos, latas, ferro velho, Vik Muniz style) planejadamente dispostos para formar a imagem. E só dá para vê-lo assim de um determinado ângulo. Olha no vídeo abaixo como o Bernard (e seus ajudantes) organiza a coisa toda:

Montagem

Como se não fosse incrível o bastante um, ele ainda fez vários outros trabalhos do tipo, dentre eles um Pinóquio, uma Branca de Neve e um Michael Jackson.

Pinóquio de Bernard Pras

Branca de Neve de Bernard Pras

Michael Jackson por Bernard Pras

Bernard Pras Gif

U-A-U

ENTRANDO NOS QUADRINHOS

O ilustrador “Gaikuo-Captain” fez uma série de desenhos de personagens de filmes e dos quadrinhos que invadem o mundo real. Dã, como assim, Ali? Olha só isso:

Batman

Ele faz o desenho e depois se fotografa interagindo com ele. Além da criatividade para desenhar, ainda sobra criatividade para fazer as poses.

Iron Man

Alguém sonha ser o Homem de Ferro. Sim ou com certeza?
Alguém sonha ser o Homem de Ferro. Sim ou com certeza?

Coringa

Pokemon

Ralph

SpiderMan

Tem muito mais trabalhos no portfólio do cara. Visita lá e fiquei vesgo que nem eu tentando entender o texto! A série de ilustrações interativas está aqui.

AS PINTURAS REALISTAS DE NATHAN WALSH

Nathan Walsh

O que você está vendo aí nas imagens são pinturas. Juro!

O artista Nathan Walsh produz suas pinturas a partir de plantas arquitetônicas. O extremo cuidado com as proporções e a perspectiva resulta em trabalhos com o aspecto realista que você está vendo.

Muitos pintores utilizam fotografias como referência para executar seus trabalhos. Walsh faz diferente: ele faz esboços à lápis no próprio local que pretende representar. Depois ele leva esses esboços para o estúdio e começa a pintura. Sobre a diferença entre desenho e a fotografia, ele fala:

Desenhar me permite fazer escolhas humanas pictóricas ao invés de confiar no olho mecânico da câmera ou no programa de edição. É um processo aberto e muda de uma pintura para outra.  Embora eu empregue uma série de estratégias de perspectiva, a aplicação desses métodos não é fixa nem rígida.

Dá uma olhada numa planta que ele usa como base e no resultado final da pintura:

Nathan Walsh
Nathan Walsh
Nathan Walsh

No site oficial tem muitas outras obras (dá para baixar com resolução melhor!).

Nem minhas fotos ficam boas assim.