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Resenha de Serial Killers – Anatomia do Mal

Oi, tudo bem? Eu leio livros sobre psicopatas e você?

Já fazia um tempo que eu estava procurando um livro para aprofundar no assunto (porque a pessoa aqui não é lá muito normal e adora assuntos escabrosos, mas abafa!) e, depois de pesquisar vários, resolvi comprar o Serial Killers – Anatomia do Mal, de Harold Schechter. Preparados para mais uma resenha tosca? Bora lá!

Harold Schechter é uma autoridade mundial no assunto, tem vários livros publicados e esse em específico saiu no Brasil pela “divisão” Crime Scene da editora DarkSide Books (mais sobre ela a seguir, vamos focar no livro agora).

Sinopse capenga

Não é um livro de ficção! Anatomia do Mal é uma introdução para todos os interessados em entender a mente dos psicopatas. O livro explica o quê é o quê, quem é quem, derruba mitos, exibe fatos pouco conhecidos, relata casos reais, faz relações com a cultura pop e o imaginário coletivo. É um livro denso, longo (500 páginas de muito sangue!) e prende o leitor até o fim.

Apesar do assunto ser pesado, o livro não traz fotos chocantes (o que foi um alívio para o meu estômago), mas preciso admitir que algumas passagens são tão terríveis que eu precisei dar um tempo antes de continuar. Espere só até chegar a uma carta escrita por um criminoso para a mãe de umas de suas vítimas! Existe um lugar no inferno especial para esse desgraçado! Grrrrrrrrrrrr

Tradução e apresentação física

Fiquei impressionada com a qualidade da tradução: sem erros, bem adaptada, sem trechos bizarros em que a gente fica tentando imaginar qual era o texto original e o que queria dizer. Aprovado.

O papel usado é daquele meio bege (a ignorante aqui não sabe o nome correto nem a gramatura, mas phodaz!) o que deixa o livro um pouco menos pesado e sem deixar as páginas transparentes. É bão! É o tipo de papel que não se usa em livro infantil porque criança rasga tudo, mas não é um problema para esse livro que é expressamente indicado para maiores de 18 anos. A propósito, pessoas sensíveis devem passar longe!

A editora DarkSide Books se gaba por manter um padrão de qualidade quase psicopata. Onde assina? É a mais pura verdade. A galera lá deve ser doente e eu quero ser amiga deles. #WeirdosUnite

Esse foi o primeiro livro da DarkSide que comprei e já virei fangirl. FUUU! Vou falir!!! Alguém me socorre. Já quero vários outros.

O livro tem capa dura, o design é super bem feito (aprende, Galera Record!!!), a encadernação é de qualidade (é um livro de 500 páginas e isso força muito a costura) e não cedeu até hoje, a diagramação é invejável… não tenho palavras o suficiente para elogiar o trabalho que foi feito para esse lançamento. Sério! Nota 10. Não tem onde botar defeito. Até o marcador de página que vem junto foi pensado: ele imita a faixa amarela que a polícia americana usa para isolar cenas de crime (Crime Scene, sacou?). A gente tem aquele gosto de pegar o livro, de vê-lo na estante…

Sobre a Darkside

A editora é especializada em livros de fantasia e horror, esquisitices e afins. Dei uma geral em vários lançamentos deles e olha, o nível de qualidade é o mesmo em todos os livros que vi. Sabe aquela encadernação insana de linda de A Menina Submersa? Pois é, Darkside que fez. O capa dura sangrenta de O Demonologista? Também. O medo em forma de livro de Exorcismo (que está na minha lista de desejos anormais)? Também foi essa maldita dessa DarkSide.

Apesar de eu não ter recebido um centavo pra puxar o saco, já estou fazendo isso então é melhor não tentar me explicar. É uma relação de amor e ódio com esta editora: amando os livros, odiando o rombo no meu maltratado bolso. Fazer o quê? O negócio é aceitar que dói menos e chorar encolhida debaixo do chuveiro. Cadê minha carteirinha do fã-clube?

Onde comprar: comprei no Submarino meses atrás e lá continua mais barato. Mas também tem na Saraiva e na Livraria Cultura. Confira se o valor do frete pra sua região deixa o preço final mais baixo antes de confirmar a compra. Lembre que o blog recebe comissão pelas compras feitas pelos links daqui, ok?

Pra quem gosta do assunto, a própria editora tem outros livros semelhantes, além dos clássicos da brasileira Ilana Casoy: Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel?; Arquivos Serial Killers: Made in Brazil;ou o box dos dois livros com desconto.

 

Guns N’ Roses: uma biografia não autorizada

Hoje é polêmica, babado e confusão!

Quer dizer, nem tanto. Mas o livro de hoje é daquele tipo que os “personagens” não queriam (ou não sabiam) que ia existir. A banda que o tempo esqueceu é uma biografia não autorizada da banda Guns N’ Roses, escrita por Paul Stenning.

Quem é Paul Stenning:

É um escritor e jornalista com muitos anos de experiência no rock, já tendo trabalhado para várias revistas e entrevistado muita gente do meio. Ele é autor de outras biografias igualmente não autorizadas (ah, esse Paul!) como uma do Iron Maiden, outra do AC/DC e mais outra sobre… o Robert Pattinson.

O livro:

A banda que o tempo esqueceu foi escrito tendo como base as várias entrevistas que o autor fez com pessoas relacionadas ao Guns N’ Roses e entrevistas antigas dos membros, complementado pelas interpretações que o autor fez das músicas da banda. É uma biografia não autorizada, mas não é o tipo de livro que o artista vai querer mandar retirar das vendas e queimar todo o estoque. Há passagens com assuntos polêmicos e questões pessoais e/ou problemáticas, mas não me parece ser desrespeitoso em nenhum momento.

A primeira edição é de 2004, e saiu uma nova e revisada em 2011. Os fatos narrados vão desde a criação da banda até a data de publicação, sendo que a edição revisada tem várias notas de rodapé e um mini-capítulo extra contando algumas novidades.

Guns N' Roses - A banda que o tempo esqueceu

O mais legal do livro:

É uma biografia diferente das que eu já li. Ao invés de narrar um evento após o outro em ordem cronológica, Paul Stenning procurou costurar as histórias que conseguiu descobrir com a trajetória pública da banda. Por exemplo: um dos assuntos do livro é o comportamento explosivo de Axl Rose no palco, durante entrevistas e etc. O autor tenta fazer um paralelo disso com a infância de Axl e com o conteúdo das letras das músicas que ele escreveu.

Outra coisa bem curiosa: o começo do texto trata dos tempos de pobreza da banda. Há uma passagem citando entrevistas e conversas antigas em que a banda contou que vivia de favor na casa de amigos ou com apenas 2 dólares por dia, comendo biscoito com molho de carne (ieca!). E pensar que eles viraram tudo o que são hoje.

Se o livro fosse só sobre o primeiro contrato em diante não causaria o mesmo impacto, sabe?

Para quem não conhece nada sobre o Guns N’ Roses, ou nada sobre o cenário musical da década de 80, o livro é um ótimo começo. Para quem já é fã e conhece tudo da banda, é um registro impresso interessante. Eu mesma, que sou fã já faz uns 20 anos, lembrei de várias histórias que se refletem até hoje na identidade da banda.

A impressão que tive é que o autor é fã também e quis fazer essa análise mais aprofundada de cada detalhe da vida da banda. Muito interessante! Infelizmente, o livro é bem curto e, por este e outros motivos, ele deixa de lado várias passagens importantes da história da banda e alguns períodos nem são mencionados Um exemplo? A saída de Slash. Não fala nada disso! E falando nisso…

O que não é tão legal:

Essa biografia se propõe a falar da banda, mas a verdade é que ela foca muito mais no Axl Rose, vocalista (e pianista, letrista, compositor, aquele doido de que todo mundo lembra).

Os buracos na cronologia também são um ponto fraco. Depois da gravação dos últimos álbuns nos anos 90, há um salto até o momento atual (início dos anos 2000). Por que isso é um problema? Foi justamente nessa época que os fãs e a mídia ficaram mais carentes de informações sobre os membros. Cada um foi para um lado, alguns com novos projetos, outros se isolando do show business, enquanto os rumores de uma possível reunião pipocavam com frequência e ninguém nunca aparecia para explicar nada. O livro traz um capítulo contando apenas sobre Axl nesse período. E o Izzy? E o Duff? E o Slash? E o resto da galera toda que entrou e saiu da banda até então?

De um modo geral, avaliando de 0 a 10, eu daria nota 6 para este livro. Ele é gostoso de ler, tem bastante informação, mas peca nos detalhes e no “acabamento”.

A edição brasileira saiu pela Beast Books (editora até então especializada em publicações relacionadas ao rock e heavy metal, mas que sumiu). A encadernação é simples, fotos em preto e branco, errinhos chatos de digitação… sabe aqueles problemas que uma boa revisão evitariam? Pois é! Mas isso não tira o brilho da obra, principalmente para os fãs que sempre gostam de ler algo mais sobre sua banda favorita. 😉

A única loja online em que encontrei foi a Saraiva e, agora que pensei, eu também comprei lá, só que na loja física. Saraiva garantindo o estoque rocker!

Lembrete: as compras pelo link geram comissão para o blog. 😉

THE WALKING DEAD E A FILOSOFIA (RESENHA)

Como The Walking Dead volta ao ar em outubro (dia 12 na gringa, dia 14 aqui), resolvi resenhar este livrinho que tenho aqui já faz um tempo.

Ultimamente, eu tenho me interessado bastante por filosofia, até fiz um curso de Filosofia e Cinema e em breve farei outro sobre Filosofia e Comportamento. Como eu também acompanho a série (na TV, nos quadrinhos, no livros aqui e aqui, êta vício maravilhoso!) e vivo pesquisando sobre ela, acabei achando esse livro e fiquei interessada.

Capa: The Walking Dead e a Filosofia

The Walking Dead e a Filosofia foi organizado por Christopher Robichaud e possui 5 artigos. Todos os autores são especialistas no assunto e fãs da série (yay!!!), então as relações com o universo de The Walking Dead e os exemplos dados são bem explicados e não apresentam erros (bem, pelo menos eu não vi nenhum), ajudando o leitor a entender o que estão dizendo ali.

Os textos tratam cada tema de forma aprofundada, porém acessível e isso faz um baita diferença: Filosofia não é uma disciplina fácil (alôu, alguém mais já passou aperto na faculdade?). Ou seja, o livro foi feito para a pessoa comum fã da série (eu, quem mais?) e de zumbis o geral.

Mesmo que você não faça parte do grupo que vai se revoltar caso Daryl morra, você vai conseguir curtir o livro e se preparar para o apocalipse zumbi do mesmo jeito.

Cada texto traz uma questão retratada na série e, a partir dela, trava suas discussões. Tem polêmica de sobra e faz o leitor questionar suas próprias crenças.

Exemplos:
É aceitável cometer suicídio num apocalipse zumbi?
É certo abandonar Merle Dixon no telhado?
Tudo bem pegar comida no supermercado sem pagar?
Quais leis continuam valendo?
Matar zumbis é certo? E se uma cura for descoberta e aqueles que você derrubou pudessem voltar a ter uma vida normal?

O que eu mais gostei no livro é que ele não tenta passar um lição de moral em nenhum momento. Cada texto levanta diversos pontos de vista sem preconceito e apresenta argumentos e ideias considerando, com a maior veracidade possível, o contexto de um apocalipse zumbi.

É um livro curtinho, mas o conteúdo é muito bom. Gostei mesmo!

Onde comprar

Não lembro onde comprei o meu, mas sei que paguei R$13,90 (eu e minha memória seletiva). Tem no Submarino, na Fnac e na Saraiva.

Lembrando que os links geram comissão e se você não quiser comprar por eles, é só jogar na busca. 😉

>> The Walking Dead e a filosofia <<

A Parisiense: o livro que achei que seria perda de tempo (resenha)

 

Sabe aqueles livros que você já ficou de saco cheio de tanto comentarem perto de você? Meu caso com A Parisiense, de Ines de la Fressange. Eu já tinha alguns livros sobre moda e estilo e achava desnecessário comprar outro. Afinal, tem tanta informação de graça por aí, por que gastar com mais um livro sobre o mesmo assunto?

A minha antipatia inicial, creio eu, também tinha a ver com o fato de que 11 em cada 9,2 blogueiras-it-girl recomenda o livro. Mas fazer resenha e explicar porque ele é bom eu não tinha visto ninguém fazer ainda. ¬¬

Como era de se esperar, minha curiosidade falou mais alto (é maldição do meu nome, gente!) e acabei comprando o danado. Então vamos lá!A ParisienseO que é:

“A Parisiense – O guia de estilo de Ines de la Fressange” traz uma série de conselhos e ensinamentos para aquelas que pretendam se vestir à moda parisiense, descrevendo as características principais e mais básicas do estilo.

Por que é legal

O livro não é do tipo que caga dita regras como “vista isso porque fica bem no seu corpo” ou “isso é brega, aquilo não é”. A maior parte do texto explica conceitos e atitudes que podem ser aproveitados por todo mundo (acho que homens também!).
Uma das coisas que mais gostei é que a autora não vai falando que você tem que comprar isso ou aquilo. Pelo contrário, ela explica que não é necessário ter um quarto cheio de araras abarrotadas de roupa para se vestir bem. E também que é legal quebrar regras!
O livro também destaca maior simplicidade e identidade no vestir. As dicas e sugestões também se estendem para a beleza, maquiagem, decoração, passeios e compras. Quem disse que precisa de dezenas de produtos para ficar bem? A Ines que não foi!

Para quem quer fazer uma viagem e conhecer Paris, Ines também aponta vários lugares (lojas, restaurantes, hotéis) que ela gosta e frequenta. É uma espécie de guia de viagens parceirão que só te leva pra onde ele gosta. 😀

Sobre a edição brasileira

A Intrínseca caprichou. A capa imita couro vermelho, com letras e desenho em dourado (acho que dá pra ver bem na imagem acima), vem com uma fita para marcar a página em que você parou e o interior também é lindo: as folhas são grossinhas e brilhantes. Muitas cores e fotos em boa qualidade!

É claro que isso não é fator para definir se o produto é bom ou não, mas deixa eu explicar.
Quanto mais grossa a folha, mais gasto de papel. Mais pesado o livro fica e mais caro também. Por causa disso, nem todo livro deve ser assim: imagina o Senhor dos Anéis que calhamaço ia ficar! Mas no caso de A Parisiense faz sentido investir num papel com essas características, pois é o tipo de livro que vai “bater perna” junto com o leitor. Certeza que quem for viajar ou mudar o guarda-roupa por influência do livro, vai pensar em levar junto para consultar ali na hora. Bem, eu acho, né? Posso estar enganada. 🙂

Onde comprar

Eu comprei no Submarino, mas também tem na Saraiva e na Fnac. Os preços variam um pouco, então vale aquele esquema de calcular valor do livro + frete para ter certeza de onde vai ficar mais barato.

O livro também está à venda em outras lojas, mas os preços estão bem mais altos do que nessas que indiquei (e também porque não quero indicar loja de onde nunca comprei e não tenho certeza se é confiável).

Ah sim, os links acima geram comissão para o blog. Se não quiser contribuir com o positivismo na minha conta (Ahaha que tosco isso! Bati meu recorde!), joga no Google “A Parisiense –  O guia de estilo de Ines de la Fressange”.

Abraços!