Gongo-Sôco: romance para aprender história

Olha… se você começou a se interessar por romances históricos por causa do Laurentino Gomes e seu 1808, você provavelmente vai gostar desse livro.

Gongo-sôco é um romance histórico ambientado no Ciclo do ouro em Minas Gerais. Escrito por Agripa Vasconcelos, o livro é o quarto da série Sagas do País das Gerais.

E então, vamos par ao resumão capenga básico de costume?

O livro narra a vida de João Batista Ferreira Chichôrro de Sousa Coutinho, o 1º Barão de Catas Altas, desde sua juventude até a velhice, passando por seu enriquecimento inacreditável, visitas do Imperador e seus diversos momentos nouveau riche.

Se eu contar mais estraga!

Gongo-sôco, por Agripa Vasconcelos

A história do Barão (uma pessoa real que viveu em Minas Gerais no século XIX) é tão espantosa e fantástica que parece ficção. Usando este personagem (já mencionei que ele existiu mesmo?), Agripa Vasconcelos conta a história desse pedaço do país de uma forma que nem parece verdade.

Você tem preguiça de estudar História? Dá uma olhada nesse livro porque ele pode te ajudar a mudar de ideia. 😉

As descrições dos jantares luxuosos e das construções imponentes que impressionaram até o Imperador D. Pedro I, na minha opinião, são as partes mais curiosas e impressionantes da obra. Eu lia cada linha tentando imaginar como aquilo era possível.

Já a relação dos senhores com os escravos, a vida cotidiana, a medicina e os costumes das pessoas ajudam a entender como era a vida no século XIX e o quanto a história de vida do Barão era singular para seu tempo, mesmo se considerarmos o fato de que estamos falando de um período de muita riqueza e opulência. A gente aprende na escola que Minas Gerais tinha muito ouro, muito mesmo, mas ler Gongo-sôco é o mesmo que dar uma rasteira na imaginação mais criativa e exagerada.

Só um exemplo: há uma passagem no texto em que fingem que o ouro em pó é sujeira só para impressionar. Toda uma vibe tenho-ouro-pra-jogar-fora!

Além de ser um relato importante da história do Brasil, o livro é agradável de ler, não é maçante nem nada disso. Como o próprio autor falou uma vez: “Eu não invento, apenas romanceio a história. É história e não estória.”

É claro que minha opinião sobre o livro é viciada. Afinal, eu gosto de história e sou de Minas Gerais. Portanto, relevem o fato de eu estar torcendo pro meu próprio time. [Nossa, fui muito nerd zé ruela agora…] Acontece que o enredo/história é envolvente, os personagens são curiosos, os acontecimentos surpreendem. Eu amei o livro!

Apesar de Gongo-sôco fazer parte de uma “série”, os eventos narrados em cada livro são independentes, então você não precisa ler todos na ordem para entender. Por exemplo, o livro 3 é sobre Dona Bêja (outra protagonista, outro lugar).

Onde comprar

A edição que eu tenho foi comprada num sebo e é de 1966. Essa edição tem ilustrações da Yara Tupynambá (que complementa o regionalismo mineirês da obra com louvor, HA!). Felizmente, existe um edição mais nova, de 1996, que é relativamente fácil de encontrar.

Tem no Submarino, na Livraria Cultura e nas Americanas.

Dica eXperta: calcule o frete em cada loja para checar qual preço final fica mais em conta.

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