Mistério, mensagens codificadas e reviravoltas inesperadas: resenha de “O Símbolo Perdido” de Dan Brown

O Símbolo Perdido é o terceiro livro da série Robert Langdon, o professor de simbologia de Harvard que é detetive nas horas vagas.

Sobre o que é:

Robert Langdon é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon (eminente maçom e filantropo) a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que não há palestra nenhuma e que ele caiu numa armadilha: Solomon está desaparecido e corre perigo. Seu sequestrador acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobrenaturais. Ele está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo.

Para quem leu O Código Da Vinci (livro mais famoso da série), O Símbolo Perdido pode parecer repetitivo no começo. Mas só no começo!

O Símbolo Perdido - Dan Brown

O livro todo se passa em Washington, ao longo de algumas horas (eu calculei cerca de 11 horas), e possui todas as características que fazem Dan Brown se destacar como um dos autores mais bem sucedidos da atualidade: tem mistério, tem criptografia, tem surpresas inesperadas, tem personagem duas caras! Não foi o meu livro favorito do ano, mas me prendeu de um jeito que me fez acabar de ler super rápido.

Mesmo se você não for caído de amores pelo estilo do autor, eu recomendo ler este livro: pelo menos o enredo vai ter surpreender! Além do mais, por que não ler um livro por puro entretenimento?

Primeiras impressões
♦ Achei o começo do livro um pouco arrastado. Acontece pouca coisa, poucas evidências, muito pensamento, etc. Foi só depois de cerca de 15 capítulos que a coisa engatou mesmo! Mas não se preocupe: os capítulos iniciais são bem curtinhos, então não demora muitas páginas até você entender o que está em jogo.
♦ Quando li O Código Da Vinci, o personagem principal foi o que menos gostei. Neste livro, minha antipatia por Robert Langdon só aumentou! Acho o professor muito arrogante, metido a sabichão, sabem como é? Em vários momentos, acompanhamos os pensamentos dele e ele está demonstrando o quanto acha que as outras pessoas não entendem nada de símbolos. Dá a sensação de que ele acha que só o que ele sabe que é certo, e isso é muito chato.
♦ Desde o começo, as descrições dos lugares na capital americana são incríveis e dá muito vontade de visitar para conhecer.

Quando o livro te prende de vez
♦ Correndo o risco de me acusarem de soltar spoiler, mas vamos lá: a primeira cena em que o sequestrador mostra de vez quem é (rola todo um mistério até isso acontecer e você não tem muita certeza se está desconfiando das pessoas certas) é muito tensa!!! A descrição do ambiente em que ela ocorre já é inquietante por si só. Junte isso a um maluco capaz de fazer qualquer coisa para conseguir o que quer.
♦ De repente você não consegue confiar em mais ninguém…

Pontos fortes
♦ Reviravoltas: quando você acha que as coisas vão se resolver… POW! O rumo da história muda e um detalhe informado lá no começo, ou vários capítulos atrás, volta com um sentido totalmente novo. Isso acontece várias vezes e na última é de fazer o queixo despencar três andares em queda livre.
♦ Cenas de suspense e de ação: as passagens mais quietas são as piores (no bom sentido, se é que me entende) e as várias perseguições são de acabar com sua capacidade para respirar. Você quer ler até o final porque não consegue encostar o livro para ir viver sua vida.
♦ Dan Brown dá uma de George R. R.Martin e sai matando um monte de gente. Muahahahaha!

Pontos fracos
♦ O enredo demora um pouco a engatar.
♦ Mais para o final, o que acabou fazendo a história incrível foram os enredos paralelos. A resolução do perigo principal mesmo me pareceu fraca para toda a expectativa criada. Vá entender!

A edição brasileira
A tradução para português do Brasil que tenho aqui é da Editora Sextante. Eu gostei bastante do texto, não encontrei erros (os quais têm sido mais comuns do que o aceitável em livros recentes). Um detalhe legal é que além de traduzirem o texto, se deram o trabalho de também “traduzir” as medidas. Explico: O livro tem várias referências a pesos e medidas que não são do sistema métrico e o livro informa os valores equivalentes para o leitor brasileiro ter uma noção melhor. Não tenho certeza se foi trabalho do tradutor ou se o texto original já traz isso então, se alguém souber, me conta, tá? 😉

Onde comprar
Como eu informei no post de lançamentos de Outubro, foi lançado um box com os quatro livros da série. Contudo, na minha opinião, um livro é bastante independente do outro, então você não precisa ler toda a série para entender a história. Portanto, se quiser ler só O Símbolo Perdido, tem no Submarino e na Fnac.

Lembrando que os links aqui geram comissão para o blog. 😉
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4 opiniões sobre “Mistério, mensagens codificadas e reviravoltas inesperadas: resenha de “O Símbolo Perdido” de Dan Brown”

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