PORQUE O MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS É TÃO LEGAL

Faz tempo que estou querendo escrever sobre o Mochileiro mas cadê tempo, vontade e/ou vergonha na cara? Essas últimas semanas têm sido punk!  Beijo pra você, vida profissional. Isso que dá ser outra coisa além de blogger. Mas voltemos ao assunto que realmente interessa:

O guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams (The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy no original). O que é: primeiro livro da trilogia de cinco que na verdade são seis.

É isso mesmo. A série do Mochileiro das Galáxias é composta por cinco livros escritos pelo próprio Adams e mais um escrito por Eoin Colfer. Como assim outra pessoa continuou a série? Colfer era fã do tio Adams e achou adequado escrever uma continuação para a obra. Se quiser saber mais, clica aqui e se joga no Wikipedia. O post é sobre o primeiro livro apenas. 🙂

Capa d'O Guia do Mochileiro das Galáxias

Originalmente, a história era um programa de comédia, transmitido pela BBC Radio 4. Sim, era um programa com atores transmitido pelo rádio. Isso já existiu, crianças! Só depois virou livro (e peça de teatro, série de tv, game, etc.).

O livro 1, da trilogia de cinco que na verdade são seis, acompanha as aventuras de Arthur Dent desde que ele foi obrigado a fugir de “casa” às pressas. Logo de cara você já vai entender que tipo de pessoa é o Arthur: o cara deita no jardim, na frente de um trator, para impedir que sua casa seja demolida. Uma pena que ele não saiba o que na verdade será demolido em poucos minutos! Ford Prefect, amigo de Arthur, vai até a casa dele naquela manhã para conversar e acaba salvando a vida dele. Acontece que, mini spoiler a seguir, o planeta inteiro será demolido e eles precisam cair fora de lá imediatamente. Ou quase imediatamente, já que eles ainda têm tempo para tomar uns goles no pub mais próximo.

Em 2005 saiu o filme baseado no livro com ninguém menos que Martin Freeman (o Bilbo Bolseiro de O Hobbit!!!!) no papel de Arthur e Mos Def (ele fez o Chuck Berry em Cadillac Records e o religioso Sam em Dexter) como Ford. Eu assisti e curti. Recomendo! O filme ainda tem Zooey Deschanel e Alan Rickman. Aliás, um comentário importante (porque eu inventei que é importante falar disso agora): o personagem dele é tão, mas tão perfeito para ele, que é uma pena que a cara dele não apareça!

Voltando ao livro:

São cinco personagens principais, um mais pirado que o outro e todos completamente perfeitos! Além de Arthur e Ford, temos Zaphod Beeblebrox, o presidente da Galáxia e campeão galáctico da falta de noção; Trillian, a tripulante inteligente e super paciente da nave dele; e Marvin, o robô super inteligente e deprimido, o Andróide Paranóide (Alô, Radiohead!!!).

O que tem de bom nesse livro que o destaca dos outros?

O Guia do Mochileiro das Galáxias é uma ficção científica sarcástica e muito engraçada. Nela, o autor critica e brinca com uma infinidade de características ridículas da nossa sociedade as quais nós não percebemos no dia a dia mas que, lendo o livro, achamos graça por sabermos que a vida real é daquele jeito mesmo (tirando as naves, ET’s e robôs).

Além do mais, o autor brinca com os próprios clichês da ficção científica e deixa tudo muito mais interessante! Com tantos livros “sérios” lá fora, a forma debochada com que ele descreve os acontecimentos desarma qualquer leitor despreparado. É bom, é divertido e não é forçado.

Tem gente que adora falar que é modinha (eita modinha boa essa!), mas a verdade é que o sucesso da série (que foi publicada entre 1979 e 1992) continua firme, forte e feliz, tendo até data comemorativa: 25 de Maio é o Dia da Toalha. Isso porque a toalha é o item mais importante na mochila do viajante. Leia esse trechinho:

[…] a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa mini jangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você – estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.

Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc, etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.

Daí a expressão que entrou na gíria dos mochileiros, exemplificada na seguinte frase: “Vem cá, você sancha esse cara dupal, o Ford Prefect? Taí um mingo que sabe onde guarda a toalha.” (Sancha: conhecer, estar ciente de, encontrar, ter relações sexuais com; dupal: cara muito incrível; mingo: cara realmente muito incrível.) – O Guia do Mochileiro das Galáxias, Capítulo 3

Onde tem para comprar:

O Guia do Mochileiro das Galáxias (apenas o livro 1): Submarino, FnacSaraiva (livro digital),
Série Mochileiro das Galáxias (kit com os 5 livros): Submarino,
Continuação escrita por Eoin Colfer (apenas o 6º livro): Submarino, Fnac.

Não entre em pânico!

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2 opiniões sobre “PORQUE O MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS É TÃO LEGAL”

  1. Eu li esse livro e é maravilhoso.Eu sempre gostei muito de coisas espaciais,e sempre tinha ouvido falar dele desde que me entendo por gente-ou seja,criança-e ri muito quando li ele.📖

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