O MÁGICO DE OZ

Eu gosto de filme velho? Não, imagina….

O Mágico de Oz foi produzido em 1939, numa adaptação do livro de 1900 (do autor L. Frank Baum). Na minha opinião, tão clássico quanto Alice no país das maravilhas, O Mágico de Oz foi best-seller e o filme acompanhou o sucesso. A história é da garota Dorothy, que vive numa fazendo no Kansas com seus tios. Num belo dia, um tornado varre o lugar, levando a casa de Dorothy (com ela e o cachorrinho lá dentro) para o mundo mágico de Oz.

Um aspecto marcante do filme é que ele foi produzido em Technicolor. Não foi o pioneiro, mas foi o que fez de forma mais expressiva na época.  Enquanto a história se passa na fazenda, as imagens são em preto e branco, com tons de marrom, o que eu (na minha ignorância cinematográfica) chamo de sépia. Quando Dorothy vai parar em Oz, o filme passa para Technicolor, mostrando todas as cores fortes que figurino e cenário possuem.

A escolha do elenco foi problemática. As pessoas entravam no projeto, depois queriam mudar de personagem, ou ficavam insatisfeitas de vez e saltavam fora. Originalmente, a atriz Gale Sondergaard interpretaria a Bruxa Má do Oeste. Mas a personagem sofreu algumas transformações: a bruxa deixou de ter o ar glamouroso de antes e Gale não gostou nada.

A gente entende, Gale! Carão verde, mais narigão e queixo pontudo não tem glamour nenhum. A substituta (na foto acima) foi Margaret Hamilton.

O ator Buddy Ebsen, que estava interpretando o Homem de Lata, teve uma reação alérgica muito séria à maquiagem (que era à base de alumínio) e chegou a ser hospitalizado. Triste eventualidade: Ebsen estava originalmente escalado para ser o espantalho, mas outro ator pediu para ficar com o papel e Ebsen, gente fina, deixou. Coitadinho!

A personagem principal também quase teve sua intérprete modificada. Alguns executivos da empresa que produziu o filme queriam subtituir Judy Garland por Shirley Temple. Mas Shirley tinha contrato com outra empresa e não foi liberada para atuar como Dorothy. Felizmente, já que Judy foi responsável por uma das músicas e cenas mais clássicas:

“Over the rainbow” ganhou o Oscar de melhor canção original em 1940 (o filme ainda ganhou o Oscar por melhor trilha sonora e mais 4 indicações). E sim, o filme é cheio de canções. Não é um musical, mas cada cena tem uma música que ajuda a contar a história. As músicas são tão boas que até eu, que odeio musicais (confissão), adoro.

Falando em música, e como se não bastasse, O Mágico de Oz ainda tem uma “lenda” relacionada à banda Pink Floyd. Muita gente acredita que o álbum The Dark Side of The Moon (lançado em 1973) tenha sincronia com o filme. Explico: tocando o CD ao mesmo tempo do filme, algumas letras das músicas e vários sons coincidem com as cenas do filme. Isso ganhou até o nome de The Dark Side of the Rainbow (The Dark Side of The Moon + Over the Rainbow, sacou?).

Alguns exemplos: o verso “balanced on the biggest wave” (“balançado na maior das ondas”) de Breathe é cantando enquanto Dorothy balança em cima de um muro; “who knows which is which” (“quem sabe quem é quem”) de Us and Them é cantado enquanto as bruxas boa e má se confrontam; “the lunatic is on the grass” (“o lunático está na grama”) de “Brain Damage” é cantado enquanto o Espantalho, cujo corpo é preenchido com grama seca, age freneticamente como um louco; e as batidas de coração ressoam enquanto Dorothy encosta seu ouvido no peito do Homem de Lata.

Verdade ou não, a questão é que a mente humana tende a criar padrões, ou ainda, encontrar coincidências, ignorando todas as outras informações que não se encaixam nesses padrões. Ou seja, ao mesmo tempo que tem um batida de coração no álbum enquanto Dorothy está com o ouvido perto do peito do Homem de Lata, tem um solo de guitarra enquanto a garota está dormindo (exemplo hipotético, ok?).

Se quiser fazer o teste, prepare o filme e o CD. Inicie o filme e, ao terceiro rugido do leão na abertura, coloque o CD para tocar. Mas note: você tem que ter a versão original do filme (com o leão em preto e branco), ou alguns dos relançamentos enumerados aqui.

A banda jura que foi coincidência.

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