13 porquês de Jay Asher

Depois da decepção que foi The Summer Prince, eu estava precisando mesmo de um livro incrível para me recuperar. Tive a sorte de encontrar Os 13 Porquês do Jay Asher e agora estou aqui me perguntando por que demorei tanto para ler esse livro!

13 porquês - Jay Asher

Resumo:

Clay Jensen é um estudante tímido que encontra uma misteriosa caixa na porta de sua casa. Ao abrir, encontra uma série de fitas cassete. Curioso, Clay vai logo dar um jeito de ouvir as fitas e, para sua surpresa, a voz gravada nelas é de Hannah Baker: sua paixão adolescente que acabou de cometer suicídio. Hannah narra em suas gravações todas as razões que a levaram a tirar sua própria vida e revela a lista de pessoas culpadas por sua tristeza. A regra determinada por Hannah é que apenas as pessoas presentes nesta lista devem receber as fitas, ouvi-las e passarem adiante, e Clay é uma delas. Se a regra não for cumprida por todos, as fitas serão tornadas públicas.

Para começar: se Hannah já cometeu suicídio, como ela pode garantir que as pessoas da lista estão cumprido sua regra?

Meus amigos, esse é apenas um dos pontos que não vão deixar você largar esse livro. Ao longo dos capítulos, Clay (e o leitor) vai descobrindo a trama complicada que a vida de Hannah se tornou e como ela conseguiu se livrar de tudo isso. A gente começa a livro sem saber de nada e cada história contada por Hannah é uma revelação chocante.

Chocante por vários motivos: o comportamento das pessoas e o tratamento que dão a Hannah, as injustiças pelas quais ela passa, os medos, as frustrações… e por aí vai.

As minhas reações ao longo do livro variavam a cada capítulo. Às vezes eu torcia por Clay, às vezes eu queria que ele pagasse pelo o que fez. Só sei que, no final, o livro ainda conseguiu me surpreender. É um drama com um forte viés de suspense. E não, esta resenha não contém spoilers. Não vá achando que você já sacou tudo.

Apesar da temática ser bastante séria, e o livro possuir passagens um tanto pesadas, ele é voltado para adolescentes. Os personagens têm em média 17 anos e passam por várias situações cotidianas comuns para essa idade.

O formato do livro também chama a atenção. Os 13 Porquês não é o primeiro livro para adolescentes cuja narrativa se divide em dois pontos de vista. Desse tipo, temos também Eleanor & Park da Rainbow Rowell. Mas a obra de Jay Asher tem uma pequena, e crucial, diferença. As duas vozes presentes (de Clay e de Hannah) se interpolam, criando um quase diálogo das fitas gravadas com as reações de Clay. É tudo imediato, como se você estivesse caminhando junto com o Clay e ouvindo as fitas com ele.

Os direitos de adaptação para o cinema foram comprados lá em 2011. A atriz selecionada para o papel de Hannah Baker foi a Selena Gomez mas, desde então, nada mais foi divulgado a respeito.

13 porquês saiu no Brasil pela Editora Ática e tem para comprar na Saraiva e na Livraria Cultura (está em falta em vários outros sites). Eu comprei a edição importada (para treinar o inglês, como sempre!) na Saraiva, mas também tem na Livraria Cultura.

Lembrete amigo: os links acima geram comissão para o blog, okay? ;)

Resenha de The Summer Prince: um romance distópico no Brasil do futuro

Uou!!! Esse título agarrou seu coração, não agarrou? O meu também! E eu fui quente ler esse distópico young adult porque eu não podia esperar um segundo para ver como a autora imaginou o Brasil pós-apocalíptico.

The Summer Prince de Alaya Dawn Johnson

The Summer Prince (“O Príncipe Estival” ou “O Príncipe de Verão”) é um romance escrito por Alaya Dawn Johnson que se passa no Brasil do futuro após um apocalipse que dizimou todo o planeta. A humanidade se dividiu em várias cidades-estado e Palmares Três, uma pirâmide localizada onde um dia foi Salvador (alôu, Bahia!!!), é onde vive nossa protagonista: June Costa. Em Palmares Três, o Rei Estival (gostaram da minha tradução para “Summer King”) acaba de ser eleito e, no final de seu mandato, ele será morto. June é uma jovem artista que pretende deixar sua marca na cidade após se aproximar no novo Rei e descobrir que ele é um artista como ela.

Ok, eu admito. Essa foi a pior apresentação de livro que eu já escrevi. Nem capenga isso ficou, falta adjetivo para descrever o quanto eu estou confusa quanto ao enredo desse livro. Mas aguenta aí que eu (acho que) vou explicar.

O que esse livro tem de bom

A sociedade hi-tech de The Summer Prince é muito diferente da nossa, em vários aspectos. A autora construiu um mundo totalmente novo para essa obra futurística. Para começar, existe uma monarquia matriarcal mandando na coisa toda. Além disso, a sexualidade não é um tabu. A diversidade também é uma questão importante: é um livro situado fora das locações clichês (EUA, Europa) e tem como protagonistas pessoas “não-brancas”. Isso mesmo, não é uma mocinha loira que se apaixona pelo príncipe de olhos azuis! Outra coisa: o mundo está praticamente destruído, em muitas áreas não se pode simplesmente caminhar à beira da praia por causa da poluição extrema. E aí acabou. Só isso de diferença.

A cidade-estado Palmares Três é dividida em estamentos, dos mais ricos aos mais pobres, dos mais influentes aos ignorados pelo sistema. Reconheceu algum planeta assim? Hum, seria a Terra?

Outra coisa maravilhosa deste livro? Brasil do futuro + distópico + pós-apocalipse = YES!!!!!!!

A gente que vive reclamando que toda invasão alienígena acontece em Nova York só faltou dar cambalhotas quando ficou sabendo que uma escritora gringa resolveu escolher o nosso país como locação de seu livro. Fala sério! Demais!

 Agora… o que eu não gostei (Pois é, gostei de pouca coisa. Vamos às pauladas!)

Não vou me atrever a dizer “o que o livro tem de ruim”. Eu realmente não sei se poderia classificar o que vou apontar aqui como ruim. Prefiro dizer que essas coisas simplesmente “não ornaram”, sabe como é? Vamos lá!

Dá uma olhada na capa. Legal né? É a June Costa e sua árvore de luz. Foi ela mesma quem fez com aplicação de algum produto de uso controlado, a qual ela pretendia usar como sinal de sua personalidade artística e sua revolta.

Não serviu pra nada! Não fez diferença nenhuma essa droga dessa árvore e ela fica repetindo e mimizando sobre ela até dizer chega!

Opa, passou a raiva. Deixa eu me acalmar. Voltemos ao livro: June é uma artista, a melhor artista de Palmares Três. Pelo menos é o que ela pensa, mas no último concurso que ela participou ela ficou entre os últimos colocados. Mas ela ainda acredita que ela é a melhor. Estão sentindo como ela se acha especial?

June passa o livro inteiro tentando mostrar pra todo mundo o quanto ela incrível, usando e abusando de seu melhor amigo Gil e ignorando as questões realmente importantes do livro. Eu passei da metade do livro sem saber qual era o conflito central. Só sei que surgiu um novo concurso artístico e o vencedor ganharia uma bela bolsa de estudos. E qual o problema disso?

1) Qual a importância de uma bolsa de estudos para uma menina rica (ah sim, June faz parte de um dos estamentos mais influentes da sociedade!) enquanto uma luta de classes está prestes a explodir?
2) Por que tanta gente se importa com a vitória de June se ela só pensa em si mesma? June chega a trair um amigo para realizar suas próprias vontades. Compaixão zero a dessa moça.

Outro problema: June tem raiva da própria mãe porque acredita que ela tenha culpa pela morte do pai. Tema alguma parte do livro que evidencia isso ou fica só no achismo da June? Acho que vocês já sabem a resposta!

E por que eu falo tanto da protagonista? E os outros personagens? Bem, The Summer Prince é escrito em primeira pessoa, na voz de June Costa o tempo todo. Ou seja, a gente conhece esse mundo incrível pelos olhos de uma garota pirracenta, mimada, sabichona e que acredita estar cheia de razão. Uma pessoa que só olha para o próprio umbigo e faz de tudo para chamar atenção (e depois chama tudo de ARTE). É impossível ter carisma por ela!

Até dói admitir isso porque eu me esforcei tanto para gostar dela e da história dela. Mas não rolou. Aliás, vou falar de outro aspecto do livro porque já estou ficando com raiva de novo por causa dessa pivete!

A narrativa do livro é densa e, algumas vezes, maçante. Sabe aquela regrinha de “Mostre, não conte” que todo autor vive repetindo e tentando aprender? Pois é… O livro é todo contado. Descrições e mais descrições, passagens extremamente detalhadas que demonstram que autora pesquisou bastante a cultura brasileira, principalmente a música, para criar um Brasil que fosse ao mesmo tempo futurista e possível.

Errou amargamente!

Para quem conhece mesmo a história e cultura do Brasil, o mundo de The Summer Prince é só uma evolução do estereótipo de sociedade “liberal” que se tem lá fora. Deixa eu contar uma novidade para os gringos que caírem aqui de paraquedas: NÃO, a sociedade brasileira não é um desfile de escola de samba. Pode acreditar em mim, eu sou brasileira e conheço muito bem essa terrinha aqui. A sexualidade ainda é tabu, as pessoas têm dificuldade de aceitar o diferente, temos tradições antigas que ainda fazem sentido para nós,  outras tradições resistem mesmo não fazendo sentido mais, a dança não é tão importante na expressão  da nossa identidade diária, não existe um zeitgeist tropical, o samba não é um estilo musical onipresente, a diversidade de crenas e credos é real e gigantesca, a miscigenação (em todos os seus significados) é intensa… e por aí vai.

A impressão que eu tive foi que autora despejou todo seu conhecimento enciclopédico sobre o Brasil na empolgação de escrever um livro num mundo totalmente novo para a literatura para jovens adultos. Ficou chato, ficou pouco acreditável, e às vezes banalizado. Superficial até.

E mesmo com todo o despejo de informação, algumas partes ficaram sem sentido, algumas perguntas sem resposta. Um comparativo: até o último livro da série Harry Potter, a gente consegue entender várias coisas que foram reveladas aos poucos. The Summer Prince, mesmo sendo um livro único (não é o primeiro volume de uma série) deixa vários buracos que frustram a leitura.

Existem diversas outras questões sobre esse livro que eu poderia inserir aqui mas o post ia ficar gigantesco e eu passaria por uma montanha russa de emoções. Oi, não tenho saúde pra isso. Eu sugiro que você dê uma olhada nas resenhas no Goodreads, onde várias outras pessoas apontam o que não gostaram no livro. O Henri do Na Minha Estante também resenhou e teve uma opinião parecida com a minha. Mas e aí, tem resenha positiva? Tem! Muita gente gostou do livro e resenhou também. ;)

De qualquer forma, o que eu queria destacar já está aí em cima e é o suficiente para você verem que eu não gostei do livro como um todo. Tem várias passagens ótimas, é curioso e traz novos ares para a literatura adolescente, mas não foi um bom entretenimento, digamos assim. Fiquei decepcionada pois eu esperava algo no nível de Delírio, da Lauren Oliver. Uma pena…

Quem quiser comprar (vai que né), só tem importado. Ironicamente, esse livro ainda não foi traduzido para o português. Eu consegui o meu na Abebooks. Tem um post explicando como comprar lá aqui.

Mentirosos (We were liars), de E. Lockhart

Fazia um tempo que eu via as pessoas comentando sobre esse livro, tanto que fiquei curiosa e resolvi comprar, mesmo nunca tendo lido nada da autora, E. Lockhart.

Mas vamos lá, resumão capenga do enredo do livro:

Cadence é uma garota rica que mora com mãe e sempre passa as férias de verão na ilha privada do avô. Lá ela encontra seus primos Johnny e Mirren, além do amigo de Johnny, Gat. Os quatro se tornam grandes amigos até que Cadence sofre um acidente que a faz perder a memória. Depois disso, a amizade deles se desmancha e Cadence tem que lutar contra sua própria deficiência para entender o que aconteceu.

Mentirosos, E. Lockhart

Em primeiro lugar: eu adorei a livro. Mentirosos é um mistério para adolescentes muito bem escrito. Você consegue se relacionar com os personagens logo de cara e fica torcendo para tudo dar certo pra eles.

A grande jogada da autora foi fazer com que o leitor soubesse só aquilo que a protagonista, Cadence, sabe. E ela está com amnésia! Aaaaahhhhhh!!!!!! Você vai descobrindo alguns fatos aos poucos, montando o quebra-cabeças que a vida dela se tornou, e de repente…

…de repente vem a pior parte do livro. Ao invés de continuar revelando aos poucos o que aconteceu com Cadence e seus primos (eles eram super amigos e de repente não se falavam mais), o livro simplesmente chega e fala: “na verdade foi isso o que aconteceu, a Cadence não sabe de nada. BOOM”. Destruiu a surpresa, sabe?

Fiquei com a impressão que o próprio livro soltou um spoiler!

Apesar disso, o livro não perde em qualidade. Depois da sensação de spoiler, a narrativa volta para o ponto de vista da protagonista e ela relembra em detalhes o que aconteceu. O desfecho da história é surpreendente. Sério!

Mudando de assunto

Esses dias eu estava pensando em como a literatura nacional para adolescentes perde em qualidade quando comparada com o que é lançado lá fora. Perde feio!
Tomando o livro Mentirosos como exemplo, eu ainda não li um livro YA nacional que me faça acreditar que possa entrar no mercado para competir com ele. Alguém aí tem alguma sugestão que me faça mudar de ideia? Alguém?

Voltando ao assunto: Onde comprar Mentirosos

Tem para comprar a edição da Editora Seguinte na Saraiva, no Submarino, na Livraria Cultura e na Livraria da Folha.
O Ebook da Leya tem na Livraria da Folha.

Pra quem estiver treinando o inglês, tem a edição importada no Submarino (que foi onde eu comprei)  e na Saraiva.

Antes de comprar, verifique se o valor do frete deixa a encomenda mais barata. Lembrete: os links acima geram comissão para o blog. ;)

Guns N’ Roses: uma biografia não autorizada

Hoje é polêmica, babado e confusão!

Quer dizer, nem tanto. Mas o livro de hoje é daquele tipo que os “personagens” não queriam (ou não sabiam) que ia existir. A banda que o tempo esqueceu é uma biografia não autorizada da banda Guns N’ Roses, escrita por Paul Stenning.

Quem é Paul Stenning:

É um escritor e jornalista com muitos anos de experiência no rock, já tendo trabalhado para várias revistas e entrevistado muita gente do meio. Ele é autor de outras biografias igualmente não autorizadas (ah, esse Paul!) como uma do Iron Maiden, outra do AC/DC e mais outra sobre… o Robert Pattinson.

O livro:

A banda que o tempo esqueceu foi escrito tendo como base as várias entrevistas que o autor fez com pessoas relacionadas ao Guns N’ Roses e entrevistas antigas dos membros, complementado pelas interpretações que o autor fez das músicas da banda. É uma biografia não autorizada, mas não é o tipo de livro que o artista vai querer mandar retirar das vendas e queimar todo o estoque. Há passagens com assuntos polêmicos e questões pessoais e/ou problemáticas, mas não me parece ser desrespeitoso em nenhum momento.

A primeira edição é de 2004, e saiu uma nova e revisada em 2011. Os fatos narrados vão desde a criação da banda até a data de publicação, sendo que a edição revisada tem várias notas de rodapé e um mini-capítulo extra contando algumas novidades.

Guns N' Roses - A banda que o tempo esqueceu

O mais legal do livro:

É uma biografia diferente das que eu já li. Ao invés de narrar um evento após o outro em ordem cronológica, Paul Stenning procurou costurar as histórias que conseguiu descobrir com a trajetória pública da banda. Por exemplo: um dos assuntos do livro é o comportamento explosivo de Axl Rose no palco, durante entrevistas e etc. O autor tenta fazer um paralelo disso com a infância de Axl e com o conteúdo das letras das músicas que ele escreveu.

Outra coisa bem curiosa: o começo do texto trata dos tempos de pobreza da banda. Há uma passagem citando entrevistas e conversas antigas em que a banda contou que vivia de favor na casa de amigos ou com apenas 2 dólares por dia, comendo biscoito com molho de carne (ieca!). E pensar que eles viraram tudo o que são hoje.

Se o livro fosse só sobre o primeiro contrato em diante não causaria o mesmo impacto, sabe?

Para quem não conhece nada sobre o Guns N’ Roses, ou nada sobre o cenário musical da década de 80, o livro é um ótimo começo. Para quem já é fã e conhece tudo da banda, é um registro impresso interessante. Eu mesma, que sou fã já faz uns 20 anos, lembrei de várias histórias que se refletem até hoje na identidade da banda.

A impressão que tive é que o autor é fã também e quis fazer essa análise mais aprofundada de cada detalhe da vida da banda. Muito interessante! Infelizmente, o livro é bem curto e, por este e outros motivos, ele deixa de lado várias passagens importantes da história da banda e alguns períodos nem são mencionados Um exemplo? A saída de Slash. Não fala nada disso! E falando nisso…

O que não é tão legal:

Essa biografia se propõe a falar da banda, mas a verdade é que ela foca muito mais no Axl Rose, vocalista (e pianista, letrista, compositor, aquele doido de que todo mundo lembra).

Os buracos na cronologia também são um ponto fraco. Depois da gravação dos últimos álbuns nos anos 90, há um salto até o momento atual (início dos anos 2000). Por que isso é um problema? Foi justamente nessa época que os fãs e a mídia ficaram mais carentes de informações sobre os membros. Cada um foi para um lado, alguns com novos projetos, outros se isolando do show business, enquanto os rumores de uma possível reunião pipocavam com frequência e ninguém nunca aparecia para explicar nada. O livro traz um capítulo contando apenas sobre Axl nesse período. E o Izzy? E o Duff? E o Slash? E o resto da galera toda que entrou e saiu da banda até então?

De um modo geral, avaliando de 0 a 10, eu daria nota 6 para este livro. Ele é gostoso de ler, tem bastante informação, mas peca nos detalhes e no “acabamento”.

A edição brasileira saiu pela Beast Books (editora até então especializada em publicações relacionadas ao rock e heavy metal, mas que sumiu). A encadernação é simples, fotos em preto e branco, errinhos chatos de digitação… sabe aqueles problemas que uma boa revisão evitariam? Pois é! Mas isso não tira o brilho da obra, principalmente para os fãs que sempre gostam de ler algo mais sobre sua banda favorita. ;)

A única loja online em que encontrei foi a Saraiva e, agora que pensei, eu também comprei lá, só que na loja física. Saraiva garantindo o estoque rocker!

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